Adeus Domingos de Saboya Barbosa Filho

Meu caro Domingos de Saboya Barbosa Filho,

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Praticamente 11 anos são passados a partir do momento que você tornou público o ato que hoje se vê como crime cometido pelos gestores da Fundação Petros.

O Caso Petros-Itaúsa-Camargo Corrêa

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Longo tempo que poderia ter desanimado, com a falta de resultados conclusivos, o trabalho de todo um grupo de participantes, que você despertou com a excepcional Análise da Operação Jaú, publicado em 31/07/2011, operação essa que envolveu a manipulação grosseira do, naquele momento, equivalente a 1/3 do nosso patrimônio, ou R$ 20 bilhões, parte (R$ 16,3 bi) na troca e venda, com prejuízo imediato de R$ 16,5 milhões, das NTNB’s oriundas do processo de privatização da Petrobrás, títulos esses que haviam entrado no cofre da Petros como parte do acerto do aporte inicial que era responsabilidade da patrocinadora perante o seu fundo de pensão e outra parte (R$ 3,1 bi) da compra de ações ILÍQUIDAS da holding Itaúsa e que estavam nas mãos da Camargo Correa.

Operação dessa envergadura teve a aprovação de todo o Conselho Deliberativo da fundação, a quem cabia, em síntese, a decisão final. Os conselheiros indicados cumpriram ordens e, como eram obedientes, deram o seu aval à operação, sem dela fazer qualquer sinalização duvidosa ou questionável.

O resultado irrecuperável, sob qualquer cenário adiante: R$ 3 bilhões, valor esse que nosso grupo apurou e que também acabou atestado pelo gestão Wálter Mendes, quando por ele fomos recebidos em 8/12/2016. Durante essa conversa, a uma pergunta nossa sobre medidas rigorosas de apuração e cobrança sobre os vários autores responsáveis por aprovação de operações temerárias e causadoras diretas de perda financeira, o atual presidente comentava que isso pouco adiantaria, sequer haveria perspectiva de algum retorno para cobertura do prejuízo. Nossa argumentação foi forte ao afirmar que ainda que a recuperação financeira fosse zero, era necessário, mesmo obrigatório, que a Fundação apontasse que o caminho a ser seguido perante todos os participantes deveria indicar rigorosamente o comprometimento de todos com a boa governança. Esse posicionamento inovador mostraria a todos que o nosso investimento era sagrado e que falhas irresponsáveis, temerárias ou criminosas, deveriam ser rigorosamente questionadas, investigadas e punidas com a dureza da lei. Ao menos quanto a isso estamos enxergando que alguma coisa mudou.

Em outubro de 2020 a Procuradoria da República do Distrito Federal entrou com uma ação de improbidade administrativa contra Luiz Roberto Ortiz Nascimento, controlador da Camargo Corrêa. Os procuradores cobram cerca de R$ 3 bilhões por suposta participação do empresário num esquema que gerou um rombo de R$ 422 milhões ao Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

Em junho de 2018 a Petros entrou com processo na Justiça do Rio em que cobra indenização de R$ 583,4 milhões de ex-dirigentes e ex-membros do conselho deliberativo da fundação. Segundo petição inicial  a Petros acusa dez de seus antigos presidentes, diretores e conselheiros de terem descumprido normas e faltado com dever de diligência na operação de compra de fatia da Itaúsa, holding de investimentos do banco Itaú, em 2010. Segundo a Petros, a transação causou um prejuízo de mais de meio bilhão de reais à fundação.

Obrigado Domingos de Saboya Barbosa Filho!  Descanse em paz.  Nós não deixaremos seu legado ser esquecido.

Abdo Gavinho

Marilena Maçol

Raul Rechden

Sérgio Salgado

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Domingos de Saboya Barbosa Filho, hoje com 91 anos, sendo 40 deles dedicados à engenharia econômica, mestre em Engenharia de Produção pela COPPE-UFRJ, com pós-graduação em análise econômica urbana e gerência de projetos. A vida profissional do engenheiro foi pontuada por estudos de viabilidade e avaliações de grande porte, em cidades como São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Salvador. Por 18 anos, Saboya chefiou o órgão de Perícias e Avaliações da Petrobrás, onde foi responsável pela fundação do Serviço de Investimento da Fundação de Seguridade de Empregados da Empresa, que gerenciou por sete anos. Em 1990, após completar 27 anos de serviços prestados a empresa, o engenheiro aposentou-se, e continuou a ser convocado em diversas ocasiões para elaborar estudos específicos de sua função e avaliações de cisões e fusões de subsidiárias. Em 1996 tornou-se diretor da Fundação Petrobrás de Seguridade Social (PETROS), onde trabalhou por três anos. Foi eleito membro por duas gestões do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) e da ABNT, ocupando o cargo de membro do Conselho Fiscal.

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No entanto o que mais pecou, do resultado previsivelmente desastroso que a operação desenhava, foi que o Sr. Paulo Teixeira Brandão, o conselheiro eleito que teve conhecimento antecipado do trabalho feito pelo Saboya, não aceitou as argumentações técnicas do autor da análise, numa visível e previsível auto defesa em relação ao possível estrago que sua concordância ao resultado do trabalho, causaria à sua permanente vontade de se perpetuar como conselheiro. Sua teimosia e vaidade, contaminaram os demais conselheiros, incluindo os fiscais.

Produziram, todos, respostas que foram replicadas pelo Saboya com mais argumentações técnicas irreparáveis e todos se perderam.

O tempo, sempre o tempo, apontou de que lado o vento sopra. A ação judicial acionada pela Petros é uma das tantas que ainda serão aplicadas como resultado da incúria e da colossal vaidade desses conselheiros.

Nada disso precisava ou teria ocorrido, tivessem todos eles a humildade de reconhecer que não somos conhecedores de tudo e em muita coisa, ou na sua maioria, somos meros aprendizes.

A tática usada pelos conselheiros na época é a mesma usada até hoje:  Desqualificar e ofender:

RÉPLICA À MANIFESTAÇÃO DOS CONSELHEIROS

RÉPLICA NO TEXTO À MANIFESTAÇÃO DA FENASPE

2011 08 15 – Conselheiros Eleitos da PETROS esclarecem sobre o caso ITAUSA

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“O foco é este: o patrimônio da Petros é a “casa-da-mãe-joana”, seus donos de direito apenas representam uma multidão de otários passivos, uma mana- da de búfalos para serem abatidos ‘ao Deus dará’. Se lá adiante a casa ruir, que se lixem os mantenedores beneficiários, ou seja, os participantes que continu- am a contribuir. Os antecedentes não interessarão mais e tudo se atribuirá às más gestões já distantes e ‘desoneradas de culpas’. Esquecida ficará a cadeia de malfeitos e restará apenas o lamento aos tolos que um dia aderiram às con- vocações oportunistas de estelionatários funcionais.

Os Conselheiros Eleitos, infelizmente, mostraram na operação triangular o quanto estão inoculados pela submissão aos ditames patronais e político- partidários. Atestam como ‘bons negócios’ o que perpassa como lesões ao pa- trimônio da Fundação, cientes que estão ao estupro original, de 2001.”

Domingos de Saboya em junho de 2011

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Aprovaram o investimento em Itausa e contestaram Domingos de Saboya em Rio de Janeiro, 15 de agosto de 2011 Assinando  documento os Conselheiros Eleitos Titulares Deliberativos e Fiscais:

Paulo Teixeira Brandão ConselheiroDeliberativo Eleito

Ronaldo Tedesco Vilardo ConselheiroDeliberativo Eleito

Fernando Leite Siqueira Conselheiro Fiscal Eleito

Silvio Sinedino Pinheiro Conselheiro Fiscal Eleito

Outros registros:

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

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