Henrique Jäger é indicado para comandar Petros | Finanças

Definido o nome do presidente, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras irá trabalhar para recompor a sua diretoria

O economista Henrique Jäger foi oficialmente indicado como presidente da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. Caso confirmado, será o segundo mandato do executivo, que esteve à frente da entidade por pouco mais de 12 meses, entre 2015 e 2016. Para assumir o cargo, é necessária aprovação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

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De forma geral, dirigentes, consultores e gestores que atuam no setor ouvidos pelo Valor afirmam que o executivo conhece bem o setor e a própria fundação. Mas alguns entendem que a escolha deveria ter sido de uma pessoa do mercado sem vínculos políticos. O economista foi indicado pela petroleira e teve o apoio de sindicalistas, mas foi questionado por aposentados e participantes da fundação.

A Petros disse em comunicado nesta quarta-feira (5) que, conforme manda o seu estatuto, Jäger foi escolhido após processo seletivo no mercado e sob orientação e supervisão do conselho deliberativo da fundação. Além disso, cumpre os requisitos exigidos pelo estatuto para assumir o cargo.

A primeira etapa da escolha dos candidatos foi feita pela Fesa, empresa de recrutamento e seleção de executivos. Depois, uma comissão da Petros analisou os nomes para escolher uma lista tríplice e apresentá-la ao conselho de administração. O Valor apurou que foram apontados quatro nomes, incluindo o de Jäger. O conselho deliberativo escolheu o economista em reunião realizada nesta quarta.

Confirmada a indicação, o economista vai encontrar uma entidade diferente da que dirigiu anos atrás. No primeiro semestre de 2023, a Petros teve rentabilidade de 6,9%, considerando a prévia da carteira consolidada dos investimentos. Foi o melhor resultado da fundação desde 2019.

Em 2015, quando Jäger assumiu a Petros, o resultado negativo superou R$ 20 bilhões. Atualmente, participantes e patrocinadora fazem contribuições extras para superar o rombo do fundo dos últimos anos, referentes àquele ano, a 2018 e a 2021 — um quarto pode estar a caminho, por causa dos resultados negativos do ano passado, mas não há definição.

Além da melhora recente dos resultados, as últimas gestões da Petros, de nomes como Walter Mendes e mais recentemente de Bruno Dias, aprimoraram os quesitos de governança corporativa, além de implementar ampla profissionalização, inclusive com objetivo de resgatar sua imagem e credibilidade. Além da CPI que investigou os fundos de pensão, ex-dirigentes da entidade foram alvo da Greenfield, operação da Polícia Federal que investigou malfeitos nas fundações. Na esfera administrativa, a Previc aplicou alguns autos de infração a alguns deles.

Definido o nome do presidente, a Petros irá trabalhar para recompor a sua diretoria. Bruno Dias, que liderava a fundação, deixou o cargo no fim de março. Leonardo Moraes, que o substituiu interinamente acumulando a diretoria de riscos, finanças e tecnologia, deixará a fundação no dia 16. O diretor de seguridade Akira Miki, renunciou ao cargo. Paulo Werneck, da área de investimentos, teve o mandato reconduzido até março de 2024.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2023/07/05/petros-confirma-indicao-de-henrique-jger-presidncia-da-entidade.ghtml

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