Henrique Jager assume presidência da Petros

O conselho de administração da Petros, fundo de pensão dos trabalhadores da Petrobras, definiu nesta quarta-feira (5) o próximo presidente da instituição. Indicado da Petrobras e nome de confiança do diretor Financeiro da empresa, Sérgio Caetano, Henrique Jager deve assumir o cargo. A sua aprovação definitiva ainda depende da validação pela Previc, reguladora do segmento de previdência complementar.

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Ao assumir o cargo, Jager vai ter que lidar com a crise de equacionamento do déficit acumulado pela Petros por mais de uma década, que tem corroído o ganho dos aposentados. “O equacionamento do déficit da Petros passa por uma negociação entre os trabalhadores e a Petrobras, com a participação da Petros. Existem dívidas históricas da Petrobras que serão objeto dessa negociação”, afirmou Jager ao PetróleoHoje.

Essa será a segunda vez de Jager na presidência da fundação. Economista formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), ele esteve à frente do fundo em 2015 e 2016. A seu favor, ele afirma possuir bom relacionamento com a Petrobras, o alto escalão do governo federal e os trabalhadores da estatal.

“Outro ponto importante é que o fortalecimento da governança e o diálogo permanente com as patrocinadoras e com os representantes dos trabalhadores foi uma marca da minha primeira passagem pela Petros”, complementou.

A Petros está deficitária porque a soma de todos os seus investimentos e dinheiro a receber é menor do que o compromisso com o pagamento a ser feito até o último benefício previsto. A principal razão da crise é o PP-1, um dos seus planos, já extinto, mas ainda com participantes recebendo por ele. Os recursos desse plano não são suficientes para atender à projeção de aposentadoria de todos os participantes.

Além disso, uma série de decisões de investimentos mal feitos pesaram fortemente sobre as suas contas. A que ganhou mais notoriedade foi a aposta na empresa Sete Brasil, constituída para construir plataformas para a Petrobras, que acabaram não saindo do papel. A Sete Brasil foi criada em 2011 e tinha a Petros como uma de suas acionistas. Anos após sua formação e sem retornos financeiros, veio à tona a corrupção envolvendo o projeto, que levou executivos da empresa e da Petrobras à prisão.

Ao lado do indicado pela Petrobras, concorreram à presidência da Petros a contadora Ana Paula Teixeira, do Banco do Brasil; o engenheiro Sérgio Wilson Ferraz Fontes, presidente da Fundação Real Grandeza, fundo de pensão de Furnas e Eletronuclear; o contador Rafael Moraes, da Caixa Econômica; e o administrador Flávio Eduardo Arakaki, fundador da gestora de investimentos Black Weels.

A Petros é o segundo maior fundo de pensão do país, como informa em seu site. Segundo a instituição, há nele mais de 130 mil participantes ativos e assistidos, inseridos em 33 planos de previdência complementar oferecidos por diferentes empresas, entidades e associações de classe, entre eles a Petrobras. Com um patrimônio de cerca de R$ 110 bilhões, ele é o maior fundo de pensão multipatrocionado do Brasil.

Por conta da relevância que a Petros tem na economia, ao movimentar bilhões em investimentos e por participar de decisões de grandes empresas das quais é acionista, a escolha do principal gestor do fundo de pensão costuma ser cobiçada. A presidência estava sendo ocupada interinamente por Leonardo Moraes, diretor de Riscos, Finanças e Tecnologia, após o último presidente eleito, Bruno Dias, deixar o cargo em março deste ano, com o fim do seu mandato. Moraes renunciou há duas semanas.

A diretoria executiva da Petros é composta pelo presidente e mais três diretores – de Investimentos; Seguridade; e Riscos Finanças e Tecnologia. Dois deles devem ser designados por participantes ou assistidos com mais de dois anos consecutivo de contribuição à fundação. Todos precisam ser aprovados pelo conselho deliberativo antes de assumirem os cargos. Os mandatos podem ser renovados anualmente, na reunião de aprovação das demonstrações contábeis anuais do conselho.

https://petroleohoje.editorabrasilenergia.com.br/henrique-jager-assume-presidencia-da-petros/

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