Petros e Previ veem potencial de recuperação

Donas de 22,07% da BRF, os dois maiores fundos de pensão do país – Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil) – vêm amargando as perdas em bolsa da processadora de alimentos. As duas fundações já haviam declarado publicamente que não estavam satisfeitas com o desempenho do papel ao longo de 2017, mas os desdobramentos da Operação Trapaça intensificaram o tombo nos últimos dias. Apesar dos resultados negativos, os dois fundos de pensão sustentam que há potencial de recuperação do preço dos papéis.

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A Previ afirma que não fez nenhuma venda das ações da BRF recentemente. “Acreditamos no potencial de recuperação de preço da companhia, dada sua representatividade no mercado em que atua, seu histórico e a qualidade de seus ativos”, disse o diretor de investimentos do maior fundo de pensão do país, Marcus Moreira, em nota. No final de 2017, ele disse ao Valor que, mesmo insatisfeito com o desempenho de BRF, uma potencial venda não ocorreria no curto prazo, já que o preço não justificava o desinvestimento.

Em janeiro, as ações da BRF representavam 3,69% da carteira de renda variável do Plano 1, de benefício definido. A Previ tem 10,66% da BRF, ou 86,605 milhões de papéis. “Nosso investimento em BRF supera largamente todas as nossas métricas de referência, ficando acima da nossa taxa atuarial, da taxa básica de juros e da valorização do Ibovespa, considerado todo o histórico do investimento”, disse o diretor.

A Petros detém 11,41% da BRF. “Apesar dos recentes resultados insatisfatórios, a Petros acredita na qualidade e na solidez da BRF e de seus produtos, e espera que esses problemas sejam episódicos e não alterem a história de sucesso da empresa no longo prazo”, afirmou, em nota, sem responder se as perdas podem pressionar o cumprimento da meta atuarial.

“Esperamos que a Petros diminua em momento favorável a sua posição em BRF para algo em torno de 2% ou 3 %, que é o que recomenda as boas práticas de governança, principalmente depois de amargar recentemente perdas bilionárias com Itaúsa, que após a venda teve valorização de 36%”, disse Abdo Gavinho, do grupo independente SOS Petros.

Em 2017, a renda variável – que representa 22% dos recursos do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP) – teve alta de 14,62%, o maior dos últimos oito anos. Mas ficou abaixo do IBrX-100 (27,55%) e do Ibovespa (26,86%), em parte pela desvalorização de BRF.

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