Os fundos de pensão Funcef e Petros têm um número mágico para decidir se vendem ou não sua participação na Eldorado Brasil Celulose a um novo controlador. A empresa foi colocada à venda pela J&F Investimentos, da família Batista, e atualmente as negociações estão mais avançadas com a indonésia APP, conforme reportagem do Valor de 14 de agosto.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!As fundações investiram R$ 225 milhões cada uma na Eldorado em 2009, por meio do fundo FIP Florestal. Duas pessoas com conhecimento do assunto disseram que para Funcef e Petros é fundamental cumprir a meta atuarial ao realizar o desinvestimento. Caso não consigam, preferem se manter na companhia e aguardar a valorização do ativo. As duas têm meta anual equivalente ao índice de preços INPC mais 5,5% ao ano.
Cálculos feitos pelo Valor indicam que de 2009 a 2016, o investimento inicial atualizado pela meta atuarial equivaleria a R$ 578 milhões para cada uma – ou R$ 1,156 bilhão quando somadas as participações dos dois fundos, que equivalem a 17,06% das ações da empresa. Esse cálculo não leva em conta a meta atuarial de 2017, já que os meses decorridos até o momento da eventual venda precisariam ser acrescidos à conta.
Segundo pessoas a par do assunto, a proposta da APP por 100% da Eldorado é de cerca de R$ 15 bilhões. A dívida da companhia está em torno de R$ 7,5 bilhões, o que resultaria em um “equity value” de R$ 7,5 bilhões para 100% das ações. Aos controladores (80,98% das ações) caberiam R$ 6 bilhões, enquanto que aos fundos corresponderiam R$ 1,279 bilhão. A chilena Arauco havia oferecido cerca de R$ 14 bilhões pela Eldorado e as fundações não aceitaram vender suas participações àquele preço.
Agora, a Funcef contratou o Bank of America para assessorá-la na negociação e a Petros estaria considerando contratar o Itaú BBA, de acordo com duas fontes. A Petros informou que “não comenta assuntos estratégicos de investimentos ou desinvestimentos”. A Funcef não respondeu o pedido de entrevista até a publicação desta nota.
(Colaborou Carolina Mandl)
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