Neily Caixeta
Jornalista
Na quinta-feira, 22 de março, numa tarde de céu limpo e muita ventania, homens e mulheres caminhavam no calçadão da Avenida Atlântica, em Macaé, município do litoral norte do Rio de Janeiro. Revestidas de pedras portuguesas em tons rosados, a calçada e uma ciclovia anexa fazem parte do conjunto de obras de embelezamento que, graças aos preços altos do petróleo, vem ajudando a mudar a cara da principal base de operação da Petrobras na Bacia de Campos. Em frente ao mar, a rotina seguia aparentemente inalterada na sede do clube Cidade do Sol, uma modesta construção de dois andares freqüentada pelos petroleiros de Macaé. Com roupões coloridos e rostos afogueados, crianças corriam pelos corredores depois de uma aula de natação. Num salão envidraçado, um grupo de jovens oriundos da classe média petroleira surgida na cidade tentava dar melhor definição a seus músculos.


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