🚨 A HISTÓRIA DA PETROS NÃO PODE CONTINUAR ESCONDIDA

Documentos históricos revelam que diversos dirigentes ligados à FUP também ocuparam posições estratégicas na governança da Petros, na Petrobras e em entidades relacionadas ao Sistema Petrobras, participando de negociações e decisões durante algumas das principais mudanças que marcaram a Fundação.

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Entre 1968 e os dias atuais, a Petros passou por sucessivas alterações em seus Estatutos, Regulamentos e planos de benefícios.

Os participantes têm o direito de conhecer quem participou dessas decisões, como elas foram construídas e quais consequências produziram para milhares de famílias.

📰 MAIS DE CINCO DÉCADAS DE MUDANÇAS

Desde sua criação, em 1968, a Petros passou por sucessivas alterações em sua estrutura.

Ao longo dessa trajetória ocorreram diversas alterações no Estatuto, nos Regulamentos dos Planos, a criação do Plano Petros 2 (PP-2), a Repactuação, o Acordo de Obrigações Recíprocas (AOR), a Separação de Massas e, posteriormente, os sucessivos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs).

Nenhuma dessas mudanças aconteceu por acaso.

Todas passaram por estudos, pareceres, negociações, votações e deliberações dos órgãos de governança da Fundação.

📰 QUEM PARTICIPOU DESSA HISTÓRIA?

Os documentos públicos mostram que diversos dirigentes ligados à FUP exerceram, em diferentes períodos, funções relevantes na Petrobras, na Petros e em entidades relacionadas ao Sistema Petrobras.

Entre eles:

• Paulo César Chamadoiro Martin – Diretor da FUP e integrante da governança da Petros durante aproximadamente 16 anos e 7 meses, distribuídos em seis mandatos.

• José Maria Ferreira Rangel – Ex-Coordenador-Geral da FUP, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobras e posteriormente Gerente Executivo da Petrobras.

• Deyvid Bacelar – Coordenador-Geral da FUP e Presidente do Conselho Deliberativo da ANAPETRO, entidade que representa os interesses dos petroleiros acionistas da Petrobras.

• Simão Zanardi Filho – Ex-dirigente da FUP e atual Diretor Jurídico e Institucional da ANAPETRO.

• Tezeu Freitas Bezerra – Diretor da FUP e participante das negociações nacionais da categoria.

• Maurício Rubem França – Ex-dirigente da FUP, Diretor Administrativo e posteriormente Diretor de Seguridade da Petros durante um período de importantes mudanças institucionais.

• Diego Hernandez – Ex-dirigente ligado à FUP, Gerente Executivo de Recursos Humanos da Petrobras e ex-Presidente do Conselho Deliberativo da Petros.

📰 QUEM TINHA A PALAVRA FINAL?

Existe um aspecto da governança que não pode ser ignorado.

A Petrobras, como patrocinadora da Petros, sempre exerceu papel central nas decisões da Fundação.

Nos Conselhos, quando havia empate, o Presidente indicado pela patrocinadora exercia o voto de qualidade, conhecido como voto de Minerva, definindo o resultado da deliberação.

Isso significa que as principais mudanças institucionais ocorreram dentro de um sistema de governança no qual a patrocinadora tinha participação decisiva.

Por isso, compreender quem negociou, quem votou, quais pareceres foram apresentados e quais estudos técnicos fundamentaram cada decisão é indispensável para reconstruir a história da Petros.

📰 AS PERGUNTAS QUE AINDA PRECISAM DE RESPOSTAS

Os participantes têm o direito de saber:

➡️ Quem participou das alterações dos Estatutos e Regulamentos?

➡️ Quem negociou a Repactuação, o PP-2, o AOR e a Separação de Massas?

➡️ Quais estudos atuariais e pareceres jurídicos fundamentaram essas decisões?

➡️ Como votaram os Conselheiros e Diretores em cada etapa?

As respostas estão nas atas, pareceres, estudos atuariais, documentos administrativos e registros oficiais produzidos ao longo de mais de cinco décadas.

📰 A HISTÓRIA PODE ESTAR SE REPETINDO

As mudanças ocorridas na Petros demonstram que decisões institucionais podem produzir efeitos por décadas.

Por isso, toda alteração relacionada à assistência à saúde dos beneficiários da Petrobras, inclusive na APS Petrobras, deve ser acompanhada com o mesmo nível de transparência, permitindo que os participantes conheçam previamente os fundamentos técnicos, os impactos e as consequências das decisões.

📢 A PROPOSTA É MUDAR O DEBATE

Durante anos, o debate foi reduzido a apenas duas frases:

“PETROBRAS, PAGUE SUA DÍVIDA!”

“MIGRAR OU NÃO MIGRAR?”

Essas perguntas são importantes.

Mas elas não são as primeiras que precisam ser respondidas.

Antes de discutir a dívida da Petrobras, os PEDs ou qualquer proposta de migração, é indispensável responder uma pergunta fundamental:

Quanto do déficit decorre de fatores atuariais e quanto pode decorrer de decisões de gestão, investimentos, governança ou outras causas que precisam ser tecnicamente apuradas?

Sem essa separação, corre-se o risco de discutir apenas os efeitos, sem compreender as causas.

É exatamente isso que defendem o GAEP, a APETROS e o SINAPETRO.

Primeiro, uma auditoria técnica, contábil, atuarial e jurídica independente, baseada em documentos oficiais.

Primeiro, separar aquilo que decorre de fatores atuariais daquilo que, se vier a ser demonstrado pela documentação e pelas análises técnicas, possa estar relacionado a decisões de gestão ou a outras causas.

Somente depois dessa etapa será possível discutir, de forma responsável e fundamentada, a dívida da Petrobras, os PEDs, a migração de planos e o futuro da Petros.

GAEP – Grupo de Aposentados e Empregados do Petróleo

APETROS – Movimento independente de participantes, assistidos, aposentados e pensionistas da PETROS, em processo de constituição de sua associação civil.

SINAPETRO – Sindicato Nacional dos Petroleiros

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