Invepar transfere 60,3% das ações da Linha Amarela S.A. ao Mubadala como pagamento de dívida de R$ 349,7 milhões. O fundo árabe passa a controlar a concessionária, enquanto a Invepar mantém 39,7% do capital. O acordo ainda depende da aprovação do Cade e do Município do Rio de Janeiro.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Invepar anunciou nesta terça-feira (21) que fechou um acordo com o fundo Mubadala Capital, por meio do qual quitará integralmente sua dívida referente à 3ª e 5ª emissões de debêntures.
O valor total da operação é de R$ 349,75 milhões, segundo fato relevante enviado ao mercado.
O pagamento será feito por dação em pagamento, com a transferência ao Mubadala de 60,3% das ações da Linha Amarela S.A. (LAMSA) — concessionária que administra a via expressa que liga a zona norte à Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Após a operação, a Invepar permanecerá com 39,7% do capital social da companhia.
Com o acordo, as empresas outorgam quitação plena e irrevogável entre si em relação às debêntures e aos direitos previstos no acordo de reestruturação, que será considerado rescindido.
O fechamento da operação depende ainda de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Município do Rio de Janeiro, autoridade concedente da via.
O Mubadala, braço de investimentos do fundo soberano de Abu Dhabi, já vinha ampliando sua presença em ativos de infraestrutura e energia no Brasil. A operação reforça seu portfólio no país e encerra uma das principais pendências financeiras da Invepar, que atravessa um longo processo de reestruturação.
Em fato relevante separado, a Invepar informou também que o acordo extrajudicial de suspensão da cobrança de dívidas (standstill)firmado com seus principais credores foi prorrogado até 29 de dezembro de 2025. O instrumento prevê a continuidade da suspensão da exigibilidade das dívidas do grupo, oferecendo fôlego adicional à companhia enquanto avança na reorganização de seus passivos.
Com as medidas, a empresa busca estabilizar sua situação financeira e reorganizar sua estrutura de capital, após anos de pressão decorrente de dívidas acumuladas e disputas envolvendo concessões de infraestrutura.
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