A Petrobras abriu processo interno de governança de reavaliação da Braskem e dá sinais de mais interesse em aumentar sua participação na empresa. A petroleira, segunda maior acionista da petroquímica, tem direito de preferência na compra da participação que o principal acionista, a Novonor (ex-Odebrecht), planeja vender.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!No entanto, o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Sergio Caetano Leite, afirmou que ainda não existe prazo concreto para tomar uma decisão sobre a aquisição da fatia da Novonor. “Braskem é estratégico para nós, e a Petrobras já está pronta para qualquer movimento”, disse Leite durante coletiva de imprensa online sobre os resultados financeiros do 2T23, realizada nesta sexta-feira (4).
Segundo o executivo, a diversificação do portfólio de produção e o aumento da capacidade produtiva e de refino tornam a Braskem mais relevante para a Petrobras.
O apetite da Petrobras pela Braskem faz sentido no momento em que a capacidade de utilização instalada de suas refinarias chega a quase o limite e a produção volta a crescer. A demanda por derivados com a retomada de alguns segmentos da economia também estimula a produção.
Solo afundando
A Braskem, contudo, poderá enfrentar problemas em seu processo de venda devido aos bilionários danos ambientais e estruturais que causou a Maceió, com o afundamento do solo de cinco bairros da capital alagoana a partir da produção de sal-gema.
Segundo autoridades locais, a companhia precisa contabilizar em seus balanços os prejuízos decorrentes do desastre que já levou pelo menos 50 mil pessoas a deixar suas casas. Rodovias, hospital e várias outras estruturas estariam na mira do afundamento do solo. A questão foi parar no Tribunal de Contas da União (TCU).
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