Previ buscará mais engajamento em empresas nas quais tem participação

Movimentação ocorre com chegada de diretor ao conselho da iniciativa internacional Princípios para o Investimento Responsável

A Previ será mais engajada nas empresas em que tem participação e isso será percebido na próxima temporada de assembleias, que vão até abril. O tema integridade será um dos focos, mas não o único. Entre as iniciativas que estão por vir, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil pretende virar um “hub” para a América Latina para discutir vários temas ligados às práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês).

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A movimentação da entidade ocorre com a chegada do diretor de investimentos Denísio Liberato ao conselho do Princípios para o Investimento Responsável (PRI, na sigla em inglês), iniciativa internacional que tem o próprio fundo de pensão como um dos fundadores. Em 2005, a Previ foi convidada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para fazer parte de um grupo de investidores institucionais com objetivo de debater e definir o PRI. Com a conclusão desse trabalho, o lançamento ocorreu em 2006 e a Previ se tornou a primeira signatária na América Latina.

Liberato, da Previ: assento no conselho da iniciativa internacional Princípios para o Investimento Responsável (PRI) — Foto: Leo Pinheiro/Valor

Liberato, da Previ: assento no conselho da iniciativa internacional Princípios para o Investimento Responsável (PRI) — Foto: Leo Pinheiro/Valor

O PRI tem mais de 5 mil signatários e a Previ sempre atuou em conjunto para o desenvolvimento e implementação dos princípios, mas desde 2018 não ocupava um assento no “board” da entidade. Há alguns anos, o próprio Liberato vinha falando da necessidade de a fundação se tornar mais vocal, especialmente por causa do movimento de saída de grupos de controle de empresas participadas rumo a participações minoritárias.

“Os colegas do PRI são grandes investidores institucionais globais, gente que opera no mundo inteiro, que tem poder de fogo e influência no mundo todo. As reuniões estão começando e há predisposição de fazer engajamento de forma conjunta”, afirma Liberato.

As próximas assembleias serão um primeiro passo, diz o diretor, que assumiu o cargo em janeiro e fez as primeiras reuniões do conselho na semana passada, em Londres. Há pontos críticos para a fundação, especialmente integridade. “É inadmissível ver uma fraude como essa que a gente viu agora. Isso não pode ocorrer”, disse, referindo-se ao caso Americanas.

Em 11 de janeiro, quando a varejista anunciou as “inconsistências contábeis”, a Previ tinha R$ 39,5 milhões em ações da empresa, valor que correspondia a menos de 0,1% dos dois principais planos. A entidade se desfez das posições. A participação indireta da Previ em imóveis e fundos de investimento com exposição ao grupo empresarial em questão tem efeito imaterial.

A participação no conselho do PRI será uma oportunidade para a Previ se conectar globalmente à agenda ESG e retomar seu protagonismo na implementação dos princípios, especialmente na América Latina. Liberato lembra que a entidade exerce uma influência local quando se trata do tema. Com a presença no conselho do PRI, a expectativa é que isso se torne mais forte. As fundações menores, por exemplo, têm dificuldades em realizar a integração da visão ESG no processo de investimento e a Previ pode ajudar, segundo o diretor.

Além de buscar mais signatários para o PRI no Brasil, o fundo de pensão vem conversando com investidores de países como Colômbia, Chile e México. A entidade internacional pode se tornar um hub latino-americano para discutir diversos temas, como iniciativas em prol de diversidade racial e maior participação de mulheres em conselhos.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2023/01/31/previ-buscara-mais-engajamento-em-empresas-nas-quais-tem-participacao.ghtml

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