Alvo das Operações Carne Fraca e Trapaça, ambas da Polícia Federal, gigante do setor de carnes e processados procurou a Controladoria e a AGU para negociar pacto de colaboração com as investigações
28 de dezembro de 2022 | 23h35
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!BRF negociou, nos últimos quatro anos, acordo de leniência. Foto: Divulgação
A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciaram nesta quarta-feira, 28, a assinatura de um acordo de leniência com a empresa BRF, gigante do setor de carnes e processados.
O acordo vinha sendo negociado desde 2018 e, nos termos pactuados, a empresa se compromete a pagar R$ R$ 583.977.360,48 ao Tesouro e a aperfeiçoar o programa interno de conformidade.
O valor do acordo inclui a devolução de vantagens indevidas e o pagamento de multas previstas na Lei Anticorrupção e na Lei de Improbidade Administrativa.
Desdobramento da Carne Fraca, Operação Trapaça foi deflagrada pela PF em 2018. Foto: GERALDO BUBNIAK/AGB
Dona de marcas como Sadia e Perdigão, a BRF foi investigada na Operação Carne Fraca, que em 2017 cercou os maiores frigoríficos do País e um esquema de corrupção e indicações políticas no Ministério da Agricultura. Um dos pilares seria o pagamento de propinas a agentes públicos em troca da emissão de certificados de qualidade adulterados.
A empresa voltou a entrar na mira da Polícia Federal (PF) na Operação Trapaça, desdobramento da Carne Fraca em 2018. O ex-presidente da BRF, Pedro de Andrade Faria, e o ex-vice-presidente Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior chegaram a ser presos.
https://www.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/brf-acordo-leniencia-carne-fraca

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