Papel saiu com desconto de 7,5% sobre tela em operação que sentiu “efeito Petros”
A BRF acaba de emplacar sua oferta primária de ações, definindo a ação a R$ 20, apurou o Pipeline. A companhia topou um desconto de 7,5% sobre o preço de fechamento de hoje para levantar R$ 5,4 bilhões. O lote adicional não foi vendido, disseram as fontes. No fim da tarde, as ordens já se concentravam entre R$ 20 e R$ 20,50, mas a companhia não conseguiu puxar para a banda maior.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O valor por ação é quase 20% inferior aos R$ 24,75 que o papel negociava na véspera do lançamento do follow-on. Pessoas próximas à operação consideraram que houve um baque do chamado “efeito Petros”, com o aceno do fundo de pensão sobre uma potencial judicialização em caso de um avanço da Marfrig na oferta acima da proporção de sua posição atual – o que, no argumento da Petros, dispararia a poison pill.
Para evitar a briga e um eventual pagamento bilionário de prêmio, a Mafrig não testou. Exerceu apenas seu direito de preferência correspondente aos seus 31,66% do capital da companhia. A Previ, que se absteve na assembleia que votou o aumento de capital, também acompanhou. Dos grandes acionistas, só a Petros ficou de fora.
Sem o cheque extra da Marfrig, com o qual a administração da BRF contava ao colocar uma operação que estimava levantar quase R$ 7 bilhões para o caixa, a dona da Sadia e da Perdigão precisou achar mais investidores interessados e topar o desconto.
A oferta foi coordenada pelo Citi, líder da operação, com Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, J.P. Morgan, Morgan Stanley, Safra, Santander, Bank of America, Credit Suisse e UBS BB.
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