Marfrig decide não aumentar participação acionária em nova emissão de açõ es da BRF

Atualmente, a companhia detém 31,66% da dona da Sadia

A Marfrig decidiu hoje que não irá tentar aumentar sua participação na BRF na nova emissão de ações (follow-on) a ser realizado no início do próximo mês – atualmente, a companhia de Marcos Molina detém 31,66% da dona da Sadia.

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O conselho de administração da companhia aprovou, por unanimidade, que irá, sim, participar da operação de aumento de capital da BRF, mas que as compras deverão se manter até o limite de sua atual participação acionária.

A decisão afasta uma expectativa do mercado de que a Marfrig pudesse utilizar a operação para assumir o controle da BRF sem ter que disparar o gatilho de uma Oferta Pública de Ações (OPA). Em condições normais, se a Marfrig avançasse mais de 33,33% do capital, teria que fazer a mesma proposta (mais prêmio de 140%) pela compra dos papéis para os demais acionistas.

Sob este cenário, a Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras e segunda maior acionista da BRF, questionou a dona da Sadia sobre a necessidade do follow-on, que poderá levantar por volta de R$ 8 bilhões para a companhia.

Inclusive, o fundo se preparava para uma possível judicialização, caso a Marfrigavançasse sua posição nesta operação, conforme relatou o Pipeline.

Este conteúdo foi publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor Econômico.

https://valor.globo.com/agronegocios/noticia/2022/01/28/marfrig-decide-no-aumentar-participao-acionria-em-follow-on-da-brf.ghtml

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