Juro real termina 2021 em 6,39%, maior nível de fim de ano desde 2016

Taxa terminou o ano passado próximo da máxima anual, de 6,71%, registrada em 28 de outubro

A deterioração das perspectivas sobre as contas públicas e o cenário de persistentes pressões inflacionárias elevou o juro real ex-ante (taxa de juro descontada da inflação esperada para um período futuro) ao patamar de 6,39% ao fim de 2021, o maior nível de fechamento de ano desde 2016 (6,45%). Os cálculos são do Valor Data e consideram a diferença entre as taxas dos contratos de swap de juro de 360 dias e das expectativas de inflação para 12 meses à frente.

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Assim, o juro real ex-ante terminou o ano próximo da máxima anual, de 6,71%, registrada em 28 de outubro.

O aumento do juro real ao longo de 2021 se deu pela disparada dos juros de mercado, que corrobora a necessidade de que o Banco Central terá de seguir perseguindo uma política monetária mais contracionista (que desacelera o nível de atividade e a inflação). O juro real ex-ante havia fechado 2020 em -0,70% e 2019, em 0,79%.

A primeira edição do ano do Boletim Focus do BC, divulgada nesta segunda-feira (03), exibiu manutenção das projeções de Selic em 11,5% neste ano e estabilidade para a mediana das estimativas de IPCA para 2022, em 5,03%. Já para 2023 o ponto-médio das estimativas aponta que o juro básico cairá a 8%, enquanto a inflação oficial deverá diminuir até 3,41%.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2022/01/03/juro-real-termina-2021-em-639-pontos-percentuais-maior-nvel-de-fim-de-ano-desde-2016.ghtml

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