Petrobras rebate críticas ao lucro de R$ 31,42 bilhões

Durante coletiva para apresentação do resultado financeiro, alta cúpula da petroleira rebate críticas do governo

Em 29/10/2021

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A Petrobras rebateu as críticas do governo sobre seu lucro excessivo, reafirmando o compromisso com política de paridade internacional dos preços dos combustíveis. O posicionamento foi apresentado pelo presidente da petroleira, Joaquim Silva e Luna, na sexta-feira (29/10), durante coletiva sobre o resultado financeiro do terceiro trimestre de 2021.

O executivo enfatizou que a empresa não controla preços e que cumpre as leis brasileiras que estabelecem como a Petrobras deve atuar. “Essa foi uma decisão do legislador, não foi da Petrobras. Como gestores públicos não podemos atuar fora da lei”, afirmou o general.

Silva e Luna afirmou que a companhia é sensível às questões sociais, mas declarou que a maior contribuição que a Petrobras pode dar à sociedade é o pagamento de tributos e dividendos.

Apesar do tom, o presidente da Petrobras e o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, Roberto Ardenghy, afirmaram que há espaço para discussão de programas com o governo voltados a tentar reduzir a volatilidade dos preços.

As críticas do governo foram feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, na quinta-feira (28/10), afirmando que a empresa tem um viés social e que, por isso, não tem que ser uma empresa que “dá lucro muito alto”, como tem dado. O governo vem travando queda de braço com a Petrobras desde a gestão do ex-presidente Roberto Castello Branco.

O diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Rodrigo Araújo Alves, enfatizou que a Petrobras vem se recuperando de um cenário extremamente desafiador e que chegou a ter a maior dívida corporativa do setor, de mais de US$165 bilhões.

Cláudio Mastella, diretor de Comercialização e Logística, afirmou que a Petrobras chegou a ficar um longo período sem ajustar os preços dos combustíveis por entender, na ocasião, que não havia necessidade de repassar a volatilidade aos consumidores, mas que a partir de um certo patamar é preciso manter o equilíbrio.

“O desequilíbrio de preço enfraquece o mercado, repele e afasta investidores de qualquer mercado, de qualquer commodity e faz com que a médio prazo se tenha problemas para o fornecimento desses produtos para esse mercado, tornando, na verdade, o país mais depende ainda a médio prazo”, alerta Mastella.

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 31,14 bilhões no terceiro trimestre de 2021, ante o prejuízo de R$1,5 bilhão apresentado em igual período de 2020. No segundo trimestre, a petroleira alcançou lucro de R$ 42,85 bilhões.

No que diz respeito à dívida reduzida ao valor de US$ 59,6 bilhões, patamar previsto para ser alcançado apenas em 2022, o direto Financeiro afirmou que embora o trabalho de gestão de portfólio permaneça, não há expectativa de redução expressiva do montante. Em relação ao caixa, que hoje é de US$ 11,5 bilhões, o ideal, segundo o executivo, está direcionado a um range entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões.

A Petrobras espera concluir, até o final do ano, o processo de venda da Unidade de Industrialização do Xisto (Six), no Paraná. Outro desinvestimento que também está avançado é o da Lubnor, no Ceará.

Por enquanto, a companhia ainda não tem data definida para o relançamento dos teaser das refinarias que não tiveram suas operações de venda concluídas. A Petrobras negocia a questão com o Cade.

A venda de ativos em 2021 garantiu a entrada em caixa até o momento de US$ 2,9 bilhões. O valor total dos negócios assinados ao longo do ano soma US$ 5,6 bilhões.

No que diz respeito às metas de sustentabilidade, a Petrobras manteve o compromisso de reinjetar 40 milhões de toneladas de CO2 até 2025.

https://petroleohoje.editorabrasilenergia.com.br/petrobras-rebate-criticas-ao-lucro-de-r-142-bilhoes/

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