Previc defende abertura em fundos de pensão

Superintendente fala sobre a possibilidade de, no futuro, qualquer pessoa poder escolher um fundo de pensão para administrar seus recursos de previdência

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) tem trabalhado para flexibilizar as regras dos fundos de pensão e o sistema está em fase de transição. Na visão de especialistas do mercado, os problemas do passado já foram superados e em breve as entidades poderão planejar novos produtos e aumentar sua competitividade.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

“Se temos um open banking e um open insurance, por que não temos também um open pension funds?”, questionou o diretor-superintendente, Lucio Capelletto, citando a regulação que vai abrir os mercados bancário e de seguros. O chefe da Previc referiu-se à possibilidade de, no futuro, qualquer pessoa poder escolher um fundo de pensão para administrar seus recursos de previdência complementar, sem necessariamente estar ligado a alguma empresa ou associação.

“Temos um engessamento de anos, por regras que foram criadas quando isso fazia sentido e hoje não fazem mais”, disse o superintendente, ao participar do TAG Summit, da TAG Investimentos, ontem. Questões como governança, profissionalização e visão integrada entre ativos e passivos já foram resolvidas, segundo ele. “Os sistema vai ter mais competitividade, mais desafios. As fundações que estiverem mais preparadas vão oferecer melhores produtos e uma previdência complementar melhor”, completou.

Para o diretor presidente da Fundação Libertas, fundo de pensão ligado às estatais mineiras, Lucas Nóbrega, o ideal seria dar flexibilidade ao participante para escolher onde quer receber a sua aposentadoria. “Hoje existe a questão do vínculo e de sermos ‘fechadas’, mas isso deve cair com o tempo”, disse.

Com o todo o mercado aberto, fundos de pensão e seguradoras poderiam disputar os mesmo participantes. Na visão do executivo, esse futuro não está muito distante. As previdências fechada, que não têm fins lucrativos, e aberta, que podem ter lucro, caminham para uma convergência, mantendo essas características. “Imagina receber um benefício de um fundo de pensão muito bem estruturado ou previdência regionalizada. Isso é um elemento que no futuro acho que vamos discutir e vai modificar muito o mercado”, afirmou Nóbrega. A expectativa é que a tendência, ao longo dos anos, seja aumentar o número de participantes com menos fundações, em uma consolidação das entidades fechadas no Brasil.

A partir de 2015, algumas das maiores entidades do Brasil, caso de Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa) tiveram que enfrentar déficits elevados, que exigiram contribuições adicionais de participantes e dos patrocinadores. Além disso, enfrentaram problemas de governança, que culminaram em denúncias de corrupção e má gestão na operação Greenfield, da Polícia Federal.

“Superados os problemas, as entidades podem focar nos produtos”, disse o ex-superintendente da Previc Fábio Coelho, atual presidente da Associação dos Investidores no Mercado de Capitais (Amec). Isso, de alguma forma, já começou com o lançamento de planos famílias, voltados para familiares de participantes, o surgimento de “pensiontechs” e um olhar das entidades para seus custos administrativos. “Falando de governança corporativa, nos fundos, o conselho deliberativo, no seu relacionamento com a diretoria, poderá se focar em estratégia, negócios e riscos, buscando o melhor alinhamento, como é de praxe no mundo todo”, afirmou.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2021/08/05/previc-defende-abertura-em-fundos-de-pensao.ghtml

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading