Petrobras e sócios definem venda dos Rotas 1, 2 e 3

Área técnica da petroleira fecha modelo de venda, enquanto companhias estrangeiras decidem ofertar suas participações ao mercado

Em 8/06/2021

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O desinvestimento da Petrobras nos gasodutos Rotas 1, 2 e 3 depende apenas da aprovação da Diretoria e do Conselho de Administração. Após longo período de análise, a área técnica da petroleira e a Gerência Executiva de Gestão de Portfólio optaram pelo modelo tradicional de venda de ativos, descartando a opção inicial do IPO. A estratégia será seguida pela Shell, Petrogal e Repsol Sinopec, sócias em parte dos ativos.

Por enquanto, o projeto ainda não tem data fechada para ser encaminhado à aprovação dos dois colegiados da Petrobras. Fontes envolvidas apostam que isso deva ocorrer, possivelmente, entre os meses de julho e agosto.

Em função do porte e do valor do ativo, o início da operação precisa ser aprovado tanto pela Diretoria Executiva quanto pelo Conselho de Administração da Petrobras. Internamente, a expectativa é que a venda de parte dos três gasodutos seja autorizada sem restrições, mesmo sendo gasodutos do pré-sal que interligam os maiores campos do cluster à costa de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Não há confirmação sobre o percentual exato de participação a ser ofertado pela Petrobras para venda. Indicações preliminares apontam a tendência de 30% do share da petroleira.

Enquanto a Petrobras sinaliza a intenção de manter uma parte de sua participação nos ativos, Shell, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec demonstram interesse em se desfazer integralmente dos projetos. Fontes ouvidas pelo PetróleoHoje confirmaram que a venda por parte das petroleiras estrangeiras só não ocorrerá caso o preço de compra seja considerado baixo.

A Petrobras detém 100% de participação no primeiro trecho do Rota 1, que interliga o campo de Mexilhão à costa, e 65% na segunda etapa, que conecta Mexilhão a Tupi, tendo como sócias a Shell Brasil (25%) e a Petrogal Brasil (10%).

No Rota 2, a composição acionária é formada pela Petrobras (55%), Shell (25%), Repsol Sinopec Brasil (10%) e Petrogal (10%). Previsto para entrar em operação em 2022, o Rota 3 pertence integralmente à Petrobras.

O processo de venda dos gasodutos de escoamento seguirá o modelo tradicional de desinvestimento da Petrobras, com etapas de proposta não-vinculantes e vinculantes. A expectativa é de que o lançamento do teaser ocorra no segundo semestre, indicando no escopo a intenção das petroleiras estrangeiras de venderem suas participações.

Desde 1º de junho, a operação e escoamento de gás nos Rotas é feita de forma integrada. A operação foi autorizada recentemente pela ANP, cerca de oito meses após as quatro petroleiras assinarem os contratos de compartilhamento das infraestruturas de escoamento e processamento de gás natural (SIE e SIP).

A capacidade de escamento dos Rotas 1, 2 e 3 somam 44 milhões de m³/dia de gás. Juntos, os três gasodutos possuem mais de 1.000 km de extensão.

https://petroleohoje.editorabrasilenergia.com.br/petrobras-e-socios-definem-venda-dos-rotas-1-2-e-3/

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