Na direção do futuro | Política de Investimentos da Previ 2021-2027

Existe um ditado que diz que não existe vento favorável para quem navega sem direção. Na Previ, um dos documentos que estabelece essa direção é a Política de Investimentos, revisada anualmente para um horizonte de sete anos com as diretrizes que norteiam a aplicação dos recursos.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

Em 2020, a Política de Investimentos foi colocada à prova, como em nenhum outro ano nas últimas décadas. Os números comprovaram a efetividade do documento, que traz a análise de diversos tipos de cenários. O objetivo é deixar a Previ preparada para criar estratégias e resistir a conjunturas tão severas quanto a que estamos vivendo agora, devido à pandemia de Covid-19. Mais uma vez, deu certo: o resultado de novembro aponta para a reversão completa do déficit iniciado em março, quando a crise estava no auge.

A maior diferença desta revisão é a estrutura da Política, que mudou para ganhar mais agilidade. No ciclo de 2021-2027, o documento passa a ser modularizado. Ou seja: em vez de uma política específica por plano, como era anteriormente, os princípios fundamentais que regem os investimentos da Previ ficam agora em um único documento. Os planos ganharam módulos anexos à Política, que detalham as especificidades de cada um deles, como explica a diretora de Planejamento, Paula Goto. “Esses módulos trazem estratégias mais customizadas e aderentes aos planos. Assim, ajustes e correções de rota podem ser feitos de forma cirúrgica rapidamente, exatamente onde são necessários. Isso traz mais eficiência para o processo.”

Mas como isso funciona na prática? O Plano 1, de benefício definido, possui características muito diferentes das do Previ Futuro e do Previ Família, que são de contribuição variável e contribuição definida, respectivamente. Uma delas é que, enquanto o primeiro já é um plano maduro, com quase todos os associados em fase de recebimento de benefícios, os outros dois estão em fase de acumulação, com a maioria de participantes que podem correr mais riscos para rentabilizar melhor seus investimentos.

A modularização da Política proporcionará mais customização na gestão dos ativos de acordo com as suas características, como explica Paula. “Para o Plano 1 vamos adotar um modelo conhecido como Liability Driven Investment (LDI) ou, em português, gestão orientada ao passivo. Já no Previ Futuro e no Previ Família, a estratégia adotada é a performance seeking, que é a busca pelo desempenho. Isso não significa que não estamos mais procurando rentabilidade para o Plano 1, mas que estamos privilegiando um equilíbrio necessário para essa fase de desacumulação.”

O diretor de Investimentos, Marcelo Wagner, complementa: “Uma das coisas mais importantes na gestão de um plano de benefício definido, como o Plano 1, é o que a gente chama de casamento de duration. Ou seja, o alinhamento do prazo médio do passivo, que é tudo o que a Previ precisa pagar de benefícios, com o prazo médio que temos para rentabilizar os investimentos”.

Mas como esse movimento, que a Previ já realiza e será intensificado a partir de agora, funciona na prática? Em 2020 tivemos um exemplo disso, com a compra de R$ 13,3 bilhões em títulos longos, a maioria deles NTN-B, com prazo de vencimento para 2055 e rentabilidade maior do que a meta atuarial do Plano 1. “Foi uma janela de oportunidade que surgiu no meio da crise e que só conseguimos aproveitar porque tínhamos caixa para isso, graças à nossa gestão de liquidez”, explica Marcelo, que ainda complementa: “Papéis com esse tipo de rentabilidade não existiam mais antes da crise. E são aplicações que trazem mais estabilidade e resiliência para o plano, funcionam como uma espécie de imunização para os próximos 35 anos. É um bom exemplo de ação dentro do modelo de Liability Driven Investment”.

Foi a gestão de liquidez da Previ que garantiu que, mesmo no auge da crise, quando o déficit chegou a R$ 23,6 bilhões, não fosse necessário vender ativos com valores depreciados ou colocar em risco o pagamento de benefícios. “Quando uma crise dessa magnitude acontece, ela separa quem precisa vender ativos de quem tem a prerrogativa de comprá-los. Um fundo de pensão como a Previ sempre tem de estar no segundo grupo. O que permite que isso aconteça é o bom manejo de liquidez, com que sempre trabalhamos e está desenhado na Política. E só foi possível fazer essas excelentes operações de renda fixa por causa disso”, explica Marcelo.

Em 2020 foram realizadas duas atualizações extraordinárias na Política de Investimentos do Plano 1, nos meses de maio e de julho, que mostraram que o documento estava pronto para a conjuntura desafiadora. “No último ciclo foram previstos diversos tipos de cenário, inclusive o de estresse, ainda que não imaginássemos uma crise de saúde desencadeando uma crise sanitária dessa proporção. Com o impacto inicial nos investimentos, revisamos a Política para garantir que estávamos preparados para realizar os movimentos que fossem necessários. E já estávamos prontos”, explica a diretora Paula Goto.

Mas como estar preparado nunca é demais, no ciclo 2021-2027 também foram fortalecidas as estratégias ligadas aos riscos associados a cenários de estresse, que são verificados à parte, na Política de Apetite a Riscos. As tolerâncias de cada plano serão analisadas ainda mais profundamente, e os riscos, inclusive o sistêmico, continuarão a ser monitorados constantemente.

Investimentos no exterior devem aumentar

Os limites de macroalocação de cada plano não terão muitas mudanças na Política, mas a alocação-alvo — ou seja, aquela onde desejamos chegar até 2027 — de investimentos no exterior aumentou. Como o mercado financeiro brasileiro representa apenas cerca de 1,5% do mercado de renda fixa e por volta de 0,7% do mercado de renda variável mundial, aumentar o investimento no exterior é também aumentar a chance de ter de boas oportunidades.

“O Brasil é um país muito importante e, sem dúvida, investir aqui é a nossa especialidade e ainda é o nosso foco principal. Mas lá fora também existem setores muito interessantes que estão em crescimento, oportunidades muito boas que devem ser aproveitadas”, explica Marcelo Wagner. “Para a Previ, investir no exterior não é simplesmente querer bater metas, mas melhorar o perfil da carteira, diversificar o portfólio, encontrar vetores de expansão que o mundo está encontrando, como a revolução tecnológica que estamos vivenciando, e ativos mais inseridos nos critérios de investimento responsável”.

Outra novidade deste ciclo da Política, explica Paula Goto, é a divisão das carteiras de ativos em mais portfólios, com a inserção de novos índices de referência. “Isso traz mais aderência. Os novos benchmarks permitem uma mensuração mais efetiva do desempenho dos ativos.”

Investimento Responsável

Os aspectos ambientais, sociais, de governança e integridade (ASGI) já fazem parte da Política de Investimentos da Previ há vários anos e continuam inseridos no documento, que possui um módulo específico para essas diretrizes. O objetivo é fortalecer ainda mais a necessidade de investimento responsável. “Esse compromisso da Previ não é apenas com os associados, mas com a sociedade como um todo”, explica Paula.

Ao longo das últimas décadas, a Previ vem adotando uma série de medidas para desenvolvimento do investimento responsável e das melhores práticas nas questões ASGI. Essas medidas se tangibilizam tanto na adesão e participação em iniciativas nacionais e internacionais, como na construção de políticas, diretrizes, relatórios, guias, códigos e princípios internos alinhados aos compromissos declarados pela entidade e que estão em consonância com seu dever fiduciário.

Nas Políticas de Investimentos, os temas relativos à sustentabilidade vêm sendo gradativamente incorporados durante todo esse período, conforme o avanço das iniciativas, compromissos, análises e instrumentos. A Previ foi uma das pioneiras na utilização de metodologias para a priorização de investimentos em empresas que se enquadrem nas melhores práticas de governança corporativa e nos critérios ASGI.

Solidez e resiliência

A carteira de investimentos de uma entidade como a Previ não é criada durante uma crise, mas fruto de anos de pesquisa e trabalho. A base da resiliência dos ativos e da gestão de liquidez é a Política de Investimentos, elaborada pela Diretoria de Planejamento, aprovada pela Diretoria Executiva e pelo Conselho Deliberativo e executada pela Diretoria de Investimentos. Essa segregação de funções traz mais segurança no processo de gestão e fortalece o modelo de governança. Ano após ano, sempre com o mesmo foco: cumprir a missão da Previ, de pagar benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável.

https://www.previ.com.br/portal-previ/fique-por-dentro/noticias/na-direcao-do-futuro.htm

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.