Previ, Petros e Funcef têm, cada um, 25% do capital da concessionária e objetivo é evitar uma recuperação judicial da empresa
A reestruturação da dívida da Invepar vai afastá-la da possibilidade de uma recuperação judicial. E os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa), seus principais acionistas, acreditam que evitarão perdas patrimoniais relevantes em seus resultados, apurou o Valor.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Um eventual pedido de recuperação judicial e seus eventuais desdobramentos poderiam obrigar os fundos de pensão a fazerem baixas contábeis em seus resultados, precificando o valor de Invepar a zero, segundo uma fonte. Como é uma empresa de capital fechado, anualmente o ativo deve passar por uma avaliação.
E com a reestruturação, a grosso modo, perdas podem ficar entre 25% e 35%, um resultado factível para um ano em que os negócios da Invepar foram fortemente atingidos pela pandemia do coronavírus, segundo uma pessoa a par do assunto. Além disso, essa potencial queda seria equiparável a resultados negativos de ativos mais líquidos no mercado, como as ações de bancos ou de empresas de infraestrutura listadas, acrescentou a fonte.
A Invepar foi constituída a partir da associação entre OAS e Previ no ano 2000. E a partir de 2009, Petros e Funcef se tornaram acionistas da empresa. Hoje, cada um dos fundos de pensão tem 25% da empresa. E o FIP Yosemite assumiu os outros 25% que eram da OAS, que teve de entregar sua participação a credores.
“A Invepar vem cambaleando desde quando a OAS foi pega na Lava-Jato. A dívida com os fundos Mubadala e Farallon, emitida em 2017, era para ser de curto prazo e a conjuntura do mercado piorou”, disse a fonte. A evolução dessa estrutura levaria a empresa para uma recuperação judicial, completou. No processo de recuperação judicial, o risco é ter que entregar os ativos e ficar apenas com os passivos.
Caso a reestruturação da dívida da Invepar se concretize, os fundos vão ficar com fatia minoritária da empresa, de 49%. O acordo foi assinado na segunda-feira. Fonte de um dos fundos de pensão avalia que a questão da Linha Amarela tende a ser esclarecida. “Ou a eleição resolve ou a Justiça resolve”, afirmou.
Uma outra fonte disse que o passo seguinte é trazer essa estrutura de capital da Invepar para patamares de menor alavancagem. E não há interesse em se desfazer da empresa a curto prazo.
O investimento em infraestrutura tem retorno de longo prazo e faz sentido para fundos de pensão. “Há 20, 10 anos, ninguém imaginava que o nível de corrupção seria o que foi. A parte técnica de se investir em infraestrutura com um sócio estratégico, caso da OAS, era uma boa tese”, disse a fonte. Mesmo depois dos problemas de corrupção, a Invepar recebeu propostas de compra de empresas, caso de CCR e Mubadala. Procurados, os fundos de pensão não comentaram.
A Invepar disse que só se manifesta sobre o assunto por meio de fatos relevantes. Empresas controladas por ela enfrentam problemas financeiros, caso do MetrôRio. Cada empresa da holding terá que buscar seu reequilíbrio financeiro.
Fundos apostam em acordo para evitar baixas contábeis | Empresas | Valor Econômico
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