Supostos pagamentos da JBS a Wassef podem interferir em acordo de leniência

A força-tarefa operação Greenfield acredita que, se confirmado, o pagamento de R$ 9 milhões pode interferir no acordo de leniência celebrado com a holding J&F

A força-tarefa operação Greenfield, que investiga fraudes em fundos de pensão estatais, solicitou à Justiça Federal que J&F Investimentos e o frigorífico JBS apresentem documentos que esclareçam a relação com o advogado Frederick Wassef, ligado à família Bolsonaro. Os procuradores querem saber o motivo do pagamento de R$ 9 milhões ao advogado.

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A Greenfield acredita que, se confirmado, o pagamento pode interferir no acordo de leniência celebrado com a holding. “É que o ajuste possui cláusulas explícitas sobre a cessação da prática de condutas criminosas, a omissão e sonegação de informações relacionados a fatos que o grupo se obrigou a cooperar, bem como estabelece claramente o princípio da boa-fé contratual”, diz nota da procuradoria.

Em 21 de agosto, o MPF encaminhou ofícios à J&F e à JBS solicitando informações e documentos que comprovassem o caráter lícito da relação profissional e dos serviços prestados por Wassef ao grupo e suas empresas. A J&F, na ocasião, afirmou não ter qualquer relação contratual com o escritório do advogado. Já a JBS se negou a fornecer os documentos sob o argumento do sigilo assegurado na relação entre advogado e cliente.

Supostos pagamentos da JBS a Wassef podem interferir em acordo de leniência | Política | Valor Econômico

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