O ministro da Economia, Paulo Guedes (foto), afirmou, em depoimento à força-tarefa da Operação Greenfield, que deu lucro aos fundos de pensão por meio de suas empresas. Investigado por supostas fraudes e gestão temerária, Guedes prestou as declarações por escrito. Crusoé teve acesso à cópia do depoimento.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A investigação foi aberta com base em relatórios da Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc. Os documentos apontam supostos indícios de que Guedes teria se aliado a dirigentes de fundos como a Funcef (Caixa Econômica), Petros (Petrobras) e Postalis (Correios) para cometer fraudes.
Juntos, os fundos de pensão teriam destinado 1 bilhão de reais a investimentos geridos pelo ministro, entre 2009 e 2014. Os investigadores ainda vêem um possível conflito de interesses nas negociações. É que os aportes dos fundos na BR Educacional, gestora de investimentos de Guedes, foram usados para a aquisição da HSM Brasil, também ligada a ele.
Por ser ministro hoje, Paulo Guedes pôde responder por escrito. No documento, ele faz um preâmbulo para dizer que não tinha ingerência sobre todas as etapas dos negócios investigados.
O ministro afirmou que deu lucro a todos os investidores, incluindo os fundos de pensão. Ele sustenta que apenas um negócio, aquele envolvendo a BR Educacional e a HSM, terminou em prejuízo.
“Como já mencionado, este resultado foi a soma dos 4 (quatro) investimentos efetuados pelo fundo, dos quais 3 (três) obtiveram ganhos elevadíssimos de capital, e 1 (um) com o retorno de 99,21% do valor investido”, escreveu.
No depoimento, o ministro admite que a própria BR Educacional foi responsável pela avaliação do investimento na HSM do Brasil — há casos em que esse tipo de investimento é feito mediante uma análise externa. “Foram, então, investidos um total de R$ 62.499.999,00 na HSM do Brasil, com base na avaliação feita pela própria Gestora”, sustentou. Guedes afirma, porém, que o negócio foi aprovado por um comitê gestor e chegou a ser auditado.
A Greenfield já havia intimado o ministro a depor anteriormente. No entanto, ele obteve junto ao desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, uma liminar para que o prazo fosse suspenso até que seus advogados tivessem acesso às investigações. Após o cumprimento da decisão, Guedes entregou seu depoimento.
Exclusivo: em depoimento à Greenfield, Guedes diz que deu lucro aos fundos de pensão – Crusoé
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