Por meio de um comunicado não oficial, petroleiros foram surpreendidos com o anúncio de mudanças, reestruturações e redução de remunerações por todo o sistema Petrobrás. A expectativa é que a empresa implemente todas as mudanças até setembro deste ano.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O documento afirma ainda que cada diretoria ficará responsável por decidir quais funções terão as reduções estabelecidas com a otimização organizacional. A proposta da Petrobrás é diminuir o número de funcionários até chegar a 30 mil trabalhadores próprios em todo o sistema até 2023.
O plano de demissão mais agressivo propõe o pagamento do salário líquido durante 24 meses com o piso em R$ 400 mil e o teto em R$ 1 milhão. A justificativa usada pela estatal para defender esse corte é que, por conta do contexto de crise, a reestruturação da empresa faz parte de uma estratégia de negócios para o enfrentamento do momento desafiador na indústria, atuando com a redução de custos, que por consequência é defendido como “aumento de resiliência ao mercado e igualdade com a concorrência”, praticando assim a cultura da meritocracia.
AIT e sucateamento do RH
Com a reestruturação, uma das mudanças ofertadas pela Petrobrás é a assinatura do Acordo Individual de Trabalho (AIT) que, por meio da cultura meritocrática e privatista da gestão de Roberto Castello Branco, busca adequar a oferta salarial aos funcionários que abrirem mão do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em prol da conservação dos cargos de confiança, que possui, inclusive, uma tabela remuneratória exclusiva.
A atitude da empresa interfere diretamente na sindicalização dos trabalhadores, tratando a organização que defende os petroleiros como principal inimiga.
Outra mudança proposta pela estatal é o compartilhamento dos gerentes de recursos humanos. Nas bases do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP), o gerente de RH da Refinaria de Paulínia (Replan) passa a ser compartilhado com a Refinaria Henrique Lage (Revap), localizada em São José dos Campos e o responsável pela área na Refinaria de Capuava (Recap), agora também é encarregado pela Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão.
Para Itamar Sanches, petroleiro e dirigente do Sindipetro Unificado-SP, a iniciativa deixa mais claro o desmonte e descaso da Petrobrás com seus funcionários. “Quando a empresa não dá a devida importância aos recursos humanos, deixa clara a falta de importância dos trabalhadores para ela”, opina o dirigente.
[Via Sindipetro Unificado de SP]
Diretoria da Petrobrás anuncia novas mudanças para retirar direitos dos petroleiros
Você precisa fazer login para comentar.