Fapes revisa portfólio para elevar retorno

Entidade tem quase R$ 15 bilhões sob gestão

A Fapes, fundo de pensão dos funcionários BNDES, revisitou a composição do portfólio, em busca de maior eficiência na alocação de risco que garantiu rentabilidade de quase 30% em 2019. A entidade tem quase R$ 15 bilhões sob gestão.

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Sob o comando do diretor de investimentos Victor Tito, a fundação reorganizou a composição do portfólio, em busca de maior eficiência na alocação de risco. Tito deixou a fundação para comandar a superintendência financeira do BNDES. Para assumir o seu lugar, a Fapes já anunciou o nome de André Loureiro.

A nova estratégia considera duas carteiras de investimentos. Uma delas é a carteira de referência, portfólio definido pelo conselho deliberativo da fundação. Ele define como a carteira da Fapes deve dividir-se entre renda variável – local e global – e renda fixa de longo prazo, as NTN-Bs. A parcela mais relevante dos riscos relacionados à carteira de investimentos está representada por essa carteira. Por ser composta basicamente por investimentos passivos e representados por índices, sua implementação é bastante simples.

Uma vez definido esse portfólio, o mandato da equipe de investimentos da fundação é o de, dentro de determinados limites de risco, bater essa carteira. Assim, adicionará novas estratégias de investimentos ativas e novos ativos como crédito privado, imóveis, gestão ativa de renda variável e fundos multimercados.

No ano passado, a fundação vendeu cerca de 15% de títulos públicos, cerca de R$ 2 bilhões. Hoje, esses ativos ainda respondem por 40% dos investimentos da Fapes. “Acabamos tomando mais risco em 2019 do que nos últimos anos. 2020 é o ano que temos que conduzir a fundação com muita atenção”, disse o superintendente André Carvalhal.

A rentabilidade da Fapes no ano passado foi de 28,71%, o melhor resultado desde 2003. Este resultado considera o valor a mercado dos títulos que compõem a carteira, que permite que a comparação seja feita com resultados anteriores. A rentabilidade contábil – que não considera a marcação a mercado dos títulos públicos mantidos até o vencimento – foi de 22,39%, a melhor dos últimos sete anos. Até 2013, a Fapes não possuía títulos públicos marcados na curva, ou seja, contabilizados pelo valor de compra mais a variação da taxa desde a emissão do papel até o vencimento.

Fapes revisa portfólio para elevar retorno | Finanças | Valor Econômico

https://valor.globo.com/financas/noticia/2020/03/06/fapes-revisa-portfolio-para-elevar-retorno.ghtml

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