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A Resolução CMN 4.661/2018 estabelece um limite máximo de 10% de alocações do total de investimentos das Entidades Fechadas (EFPC) em ativos no exterior. Apesar da alocação global do sistema ainda permanecer distante desse limite, algumas entidades já começam a demandar a ampliação do percentual ao prever a necessidade de aumento das aplicações em ativos estrangeiros. ”O cenário de queda nas taxas de juros impõe a necessidade de diversificação cada vez maior das carteiras de nossas associadas”, explica Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp. Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Associação encaminhou recentemente a proposta de ampliação dos atuais 10% para 20% no limite dessa classe de ativos. A proposta foi encaminhada para a Previc com a intenção de chegar ao Conselho Monetário Nacional (CMN) que é o âmbito que decide pelas mudanças. A Abrapp também havia encaminhado proposta para manutenção do estoque de imóveis nas carteiras das fundações, ao contrário do que indica a Resolução 4.661 que obriga a alienação ou transferência da propriedade dos imóveis para fundos imobiliários no prazo de 12 anos – contando a partir de 2018. Outra indicação da Abrapp é o retorno das aplicações nos FIPs (Fundos de Participações). Para isso, a Associação defende a criação de uma manual de Boas Práticas para a gestão desses fundos. Nesse sentido, seriam estabelecidos critérios mais claros para a gestão e seleção de FIPs pelos investidores institucionais. O Diretor Presidente da Centrus, Altamir Lopes, coincide com a proposta de duplicação do limite de investimentos no exterior. “É uma alternativa cada vez mais importante para a diversificação das carteiras, principalmente, para os planos de contribuição definida”, disse. Efetivamente, o Plano CD (PCD) da Centrus tem ultrapassado nos últimos meses o limite de 10% imposto pela regulação das EFPC. Trata-se de um caso de desenquadramento passivo, que a própria Resolução estabelece um prazo de até 2 anos para reenquadramento. “Como não queremos ficar desenquadrados, temos realizado o desinvestimento dos ativos no exterior. Porém, ficamos tolhidos para buscar melhores desempenhos para o plano”, comentou Altamir. Ele explica que o limite atual é muito baixo para este tipo de plano. Em se tratando dos planos de benefício definido da Centrus, o limite não é utilizado, pois existe uma carteira de títulos públicos marcada na curva que garante um bom desempenho para os planos. A estratégia de alocação no exterior será muito importante, segundo o Diretor Presidente, para os dois novos planos instituídos que estão em processo de implantação pela entidade. A Centrus está implantando novos planos CD voltados aos familiares de aposentados e dos funcionários da própria entidade. Diversificação – Para o Diretor Presidente da Vexty, Sérgio Brinckmann, há uma série de fatores que apontam para a importância dos investimentos no exterior para as EFPC. “Ativos locais são correlacionados com a performance da economia como um todo, de modo que carregar somente ativos brasileiros concentra o risco no Brasil, o que é amplificado pelo fato de haver poucas companhias listadas na Bolsa local. Investir no exterior é uma forma de mitigar esse risco por conta da performance dos ativos não-domésticos, que possuem uma maior diversificação setorial”, diz o dirigente. Ele afirma que mesmo desconsiderando a exposição cambial que, por si só, já serviria a esse propósito, os investimentos no exterior ajudam a mitigar o risco das carteiras. Para a renda fixa, continua Brinckmann, essa diversificação com ativos no exterior também se verifica, embora em menor magnitude, o que ilustra que o ponto-ótimo de diversificação é diferente para as diversas classes de ativos. “Essa busca por melhor relação risco-retorno em renda fixa também está ocorrendo aqui na Vexty, onde passamos a buscar crédito global em detrimento do crédito local, mas ainda bastante limitados por conta da legislação atual e a competição entre as diferentes classes de ativos”, comenta. Ele explica que a disponibilidade de oportunidades de investimento no exterior é maior do que as oportunidades de investimento disponíveis localmente. “Essa diversificação pode melhorar a performance de médio/longo-prazo das entidades fechadas, pois oferece a oportunidade de capturar prêmio de risco em ativos não disponíveis no Brasil”, conta Brinckmann. O dirigente explica que a alocação média das EFPC brasileiras em ativos no exterior ainda é baixa, pois muitos Planos BD estão maduros e os ativos já estão ajustados ao passivo. Ele defende que o limite das aplicações no exterior deveria variar de acordo à classe de ativos. Para a renda fixa, por exemplo, o limite deveria ir até 50% da carteira em investimentos no exterior. Para a renda variável, o limite deveria ir a até 30% da carteira; para o estruturados, o limite poderia ser de até 100% da carteira. Atrás apenas da China – O atual nível de maturidade da indústria previdenciária brasileira e os desafios impostos às EFPC não são compatíveis com as restrições impostas pela legislação vigente, que coloca o Brasil em penúltimo lugar, à frente apenas da China, que proíbe os investimentos no exterior. “Temos absoluta convicção que as mudanças propostas reforçariam a indústria previdenciária Brasileira, aproximando-nos ainda mais dos padrões internacionais e permitindo às EFPC adequarem seus portfólios à nova realidade econômica Brasileira”, defende o Diretor Presidente da Vexty. |
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