RIO – Os acionistas da Petrobras aprovaram hoje, em assembleia extraordinária, a eleição de Nivio Ziviani e Walter Mendes de Oliveira Filho para o conselho de administração da estatal. Ambos foram indicados pela União, como acionista controlador.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Os dois novos conselheiros independentes foram eleitos para concluir os prazos de gestão dos ex-conselheiros Durval José Soledade Santos e Jerônimo Antunes, que renunciaram em janeiro e abril, respectivamente. O mandato de ambos vai até a assembleia geral ordinária de 2020.
Ziviani é engenheiro mecânico pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestre em informática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC) e pós-doutorado em Ciência da Computação pela Universidade de Waterloo, Canadá. É especialista em tecnologia da informação e professor emérito do Departamento de Ciência da Computação da UFMG.
Já Walter Mendes de Oliveira Filho é economista, foi chefe de pesquisa de investimento do Unibanco, diretor da América Latina da Schroder Investment Management Plc., presidente da Petros e atualmente é presidente da Funcesp . Foi conselheiro da Petrobras, eleito pelos acionistas minoritários.
O conselho de administração é formado, hoje, por dez nomes: o presidente do colegiado, Eduardo Bacellar Leal Ferreira; Roberto Castello Branco, Ana Zambelli, Clarissa Lins, João Cox, Nivio Ziviani, Walter Mendes de Oliveira Filho, Danilo Ferreira da Silva (eleito pelos empregados), Marcelo Mesquita e Sônia Júlia Sulzbeck Villalobos (eleitos pelos minoritários).
Os acionistas aprovaram também a deslistagem das ações da Petrobras da Bolsas y Mercados Argentinos S.A. (BYMA). A operação será feita através de um processo de retirada voluntária, sem a necessidade de se efetuar uma oferta pública de ações.
Em 31 de maio de 2019, a Petrobras detinha 26.047.510 ações ordinárias e 34.683 ações preferenciais, representativas de 0,20% do capital total da companhia, custodiadas na Caja de Valores da Argentina. O volume diário médio negociado em 2018 no mercado argentino foi de 75,5 milhões de pesos argentinos, equivalente a US$ 2,6 milhões, o que representa apenas 0,3% do valor médio diário negociado em ações da Petrobras considerando-se todas as bolsas nas quais as ações da empresa estão listadas.
“Diante da modernização dos mercados, que facilitou o acesso de investidores às bolsas internacionais, da reduzida relevância do mercado argentino para a liquidez das ações da companhia e dos custos inerentes à listagem de ações em bolsas de valores, a manutenção da negociação das ações da Petrobras na Argentina deixou de ser vantajosa para a companhia”, esclareceu a Petrobras no manual da assembleia. Segundo o documento, a manutenção de um representante legal na Argentina custa cerca de R$ 500 mil por ano.
Acionistas aprovam nomes indicados pela União ao conselho da Petrobras | Valor Econômico
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