Lucro da Petrobras sobe 87%, para R$ 18,9 bilhões, no 2º trimestre

SÃO PAULO – (Atualizada às 21h35) A Petrobras terminou o segundo trimestre de 2018 com lucro líquido de R$ 18,9 bilhões, alta de 87% em comparação com o lucro de R$ 10,1 bilhões, apurado no mesmo intervalo do ano anterior.

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O balanço da companhia refletiu a conclusão da venda de ativos, como a Transportadora Associada de Gás (TAG), mas foi parcialmente compensado por maiores variações cambiais negativas e aumento das despesas com imposto de renda e contribuição social, em razão do maior resultado antes de impostos e da baixa de ativos fiscais diferidos sobre parcela de provisões judiciais.

Os itens não recorrentes somaram R$ 20,8 bilhões no segundo trimestre, valor que inclui ganhos com vendas de ativos (R$ 21,2 bilhões), perdas com contingências judiciais (R$ 680 milhões), e os efeitos do Programa de Desligamento Voluntário (PDV), de R$ 336 milhões. Excluindo o impacto dos itens não recorrentes e os efeitos da norma contábil IFRS 16, o lucro líquido foi de R$ 5,2 bilhões.

Receita cai

A receita de vendas da estatal somou R$ 72,5 bilhões no trimestre, queda de 3%, ante a receita de R$ 74,8 bilhões do mesmo intervalo de 2018.

O resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) teve aumento de 8,6% no trimestre, para R$ 32,6 bilhões, ante os R$ 30 bilhões do período de abril a junho do ano anterior.

O resultado da Petrobras no segundo trimestre foi beneficiado por fatores externos e por eventos não recorrentes, como desinvestimentos, afirmou o presidente da petroleira, Roberto Castello Branco, em mensagem aos acionistas nas demonstrações financeiras do período.

Dívida bruta

Segundo o executivo, a dívida bruta da empresa mantém-se em patamar elevado, de US$ 101 bilhões, com índices de alavancagem de 2,5 vezes a 3 vezes, dependendo das métricas utilizadas. “A Petrobras se defronta ainda com alavancagem financeira excessiva para uma companhia produtora de commodities”, disse ele, acrescentando que os encargos financeiros consomem cerca de 40% do caixa operacional, “o que evidencia a necessidade de desinvestimentos para a redução do endividamento”.

Exploração & Produção

A área de exploração e produção (E&P) da petroleira fechou o segundo trimestre do ano com lucro de R$ 13,789 bilhões, uma alta de 19% ante o segundo trimestre de 2018. Segundo a empresa, o resultado melhor do E&P foi em decorrência de uma maior produção e cotações melhores do barril de petróleo.

Na área de refino da Petrobras o segundo trimestre fechou com lucro de R$ 1,122 bilhões, uma queda de 78,7% ante o segundo trimestre de 2018. A companhia creditou a queda às despesas maiores com impairment do Comperj e com processos judiciais relacionados a tributos.

A estatal reconheceu no segundo trimestre o montante de R$ 1,2 bilhão para encerramento de disputas tributárias e ambientais que totalizavam uma exposição potencial de R$ 6,4 bilhões.

“As despesas com processos judiciais estão relacionadas à adesão ao programa de anistias de ICMS nos Estados da Bahia e Ceará (despesa de R$ 367 milhões para uma exposição de R$ 1,8 bilhão) e as ambientais referem-se ao cumprimento de condicionantes para o licenciamento ambiental do Comperj (despesa de R$ 814 milhões para uma exposição de R$ 4,6 bilhões)”, informou a Petrobras no balanço divulgado na noite desta quinta-feira (1º de agosto).

Investimentos

A Petrobras reduziu a previsão de investimentos para 2019 de US$ 16 bilhões para um valor entre US$ 10 bilhões e US$ 11 bilhões, afirmou o presidente da companhia.

“Em benefício da transparência e da eficiência na alocação do capital, revisamos o orçamento de capex para 2019, de US$ 16 bilhões para um intervalo de US$ 10 bilhões a US$ 11 bilhões”, afirmou o executivo, ressaltando que esses valores não incluem eventuais montantes a serem investidos em leilões de blocos de petróleo e gás este ano.

Segundo Castello Branco, o retorno sobre o capital empregado se situa, até agora, em torno de 8%, “o que evidencia a imperiosa necessidade de iniciativas para melhorar a alocação de capital”.

O executivo acrescentou que está prevista a diminuição da dívida bruta no terceiro trimestre deste ano.

BR Distribuidora

A petroleira tem intenção de vender parcial ou totalmente sua participação remanescente na BR Distribuidora, afirmou o presidente da companhia. “Os desinvestimentos somaram US$ 15 bilhões até o final de julho, com destaque para as transações da TAG, da BR Distribuidora — a primeira privatização via mercado de capitais na história do Brasil — e de campos maduros de petróleo. Ficamos ainda com 37,5% do capital da BR, que no futuro temos a intenção de vender parcial ou totalmente”, disse o executivo.

Com relação ao plano de desinvestimentos no refino, Castello Branco lembrou que a empresa já lançou o primeiro pacote de venda de quatro refinarias (Rnest, Rlam, Repar e Refap) e acrescentou que os “teasers” (alertas de venda) de outras quatro refinarias (Reman, Lubnor, Regap, SIX) serão lançados no próximo mês.

O executivo destacou que a companhia está “firmemente” comprometida em sair “completamente” dos negócios de transporte e de distribuição de gás natural, concentrando-se apenas em exploração e produção do energético.

Lucro da Petrobras sobe 87%, para R$ 18,9 bilhões, no 2º trimestre | Valor Econômico

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