A criação de um novo plano de contribuição definida (CD) para substituir o PPSP, de benefício definido, é uma alternativa para enfrentar a realidade do plano deficitário da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras. O quanto antes ele for aprovado, será melhor, na visão do presidente do fundo de pensão, Daniel Lima.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!"Quanto antes for oferecida uma alternativa voluntária, melhor", afirmou, ao ser questionado se seria possível uma viabilização do novo plano, chamado "PP-3", em 2019. O executivo lembrou que o plano de equacionamento atualmente em curso não está sendo integralmente cumprido por conta de diversas liminares obtidas por participantes. Para ele, a medida é legítima, mas torna ainda mais grave a situação do plano. "As pessoas estão buscando o que entendem ser os seus direitos. Precisamos ter consciência de que há efeitos colaterais. Estamos aqui para buscar alternativas que enfrentem a realidade do plano", argumenta.
A proposta de migração é da Petrobras, patrocinadora do PPSP. A principal vantagem na troca é o fim dos descontos extraordinários no salário para cobrir déficits – o plano de benefício definido tem resultado negativo de R$ 27,7 bilhões até o final de 2017, que exige contribuições extras dos participantes e da patrocinadora. Entretanto, os participantes teriam uma reserva menor e deixariam de ter uma renda vitalícia.
A modalidade de benefício definido permite ao participante escolher o valor que deseja receber na aposentadoria, de forma vitalícia, e a partir daí se estabelecem os valores a contribuir. No modelo de contribuição definida, o beneficiário converte a poupança acumulada na maior renda possível ou resgata o valor integralmente.
A Petros é um fundo de pensão multipatrocinado e atualmente administra 39 planos. Por isso, na visão do presidente, não haveria problema em administrar mais um, independentemente do seu tamanho. "A massa mínima para administrar um plano a mais é muito pequena", disse Lima.
Já o perfil de investimento do PP-3 dependerá de quem aceitar a migração. Segundo ele, não é possível falar hipoteticamente de fundos de pensão e tudo vai depender das características do passivo.
"O papel da Petros é administrar bem os planos que estão dentro da casa. Se o PP-3 for viabilizado e efetivamente oferecido aos participantes, a migração será voluntária. E para a massa que migrar e viabilizar o PP-3, a Petros vai atuar com diligência, provendo serviços de excelência para os participantes", diz.
Cada participante da fundação deve procurar fazer os cálculos para concluir individualmente se vale a pena ou não fazer a mudança, orienta Lima.
"O PP-3 pode ser interessante para muita gente e não vai ser interessante para um outro tanto de pessoas. É aí que está o ponto de ser uma migração voluntária. O grande papel aqui é educar os participantes", pondera. Caberia à Petros fazer uma campanha educacional para mostrar como a situação de cada participante é afetada.
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