Maria Inês Capelli Fulginiti, presidente da Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap), está ansiosa com o depoimento de Antonio Palocci hoje.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Ela disse a O Antagonista:
“Esperamos que Palocci finalmente conte como a quadrilha roubou os fundos de pensão. Temos muita expectativa quanto a isso. Assim como há muita expectativa para ver o que acontecerá com a organização criminosa da Previc.”
Maria Inês, em junho do ano passado, enviou uma carta ao ministro Gilmar Mendes sobre o assunto que merece ser relida:
O Antagonista teve acesso a uma carta enviada hoje pela Associação dos Profissionais dos Correios (Adcap) ao ministro Gilmar Mendes.
Nela, a presidente da entidade, Maria Inês Capelli Fulginiti, diz que “os participantes e assistidos do Postalis têm acompanhado, com muita expectativa, as ações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal que buscam esclarecer como se deu o verdadeiro assalto que foi cometido contra nosso fundo de pensão”.
Em seguida, porém, Maria Inês se queixa das decisões de Gilmar.
“Cada movimento do MPF ou PF é um alento para todos nós. São pequenos e atrasados passos, mas que chegam ao rumo certo, de encontrar e punir os culpados, de recuperar o que nos foi roubado. O alento, porém, é breve. A imprensa logo nos informa que mais um dos acusados foi solto por decisão de V.Exa. Mais um de uma fila que cresce a cada dia, como se a Justiça brasileira caminhasse sempre no erro e apenas V.Exa. estivesse no caminho correto, ou vice-versa.”
A carta continua:
“Perplexos, indagamos o que está, de fato, acontecendo. As vítimas, como os participantes e assistidos de fundos de pensão como o Postalis não merecem ver situações como essas acontecerem todo dia. Quem rouba aposentadorias não merece apenas a prisão. Merece pena muito maior, pois não roubou só dinheiro; roubou a vida e a dignidade de idosos; condenou-os à pobreza para utilizar os recursos desviados em vidas nababescas e sustentar políticos e banqueiros inescrupulosos.”
O texto conclui da seguinte forma:
“Não temos mais a quem recorrer. Esperamos, apenas, que a justiça seja feita.”

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