Inquérito apura se Paulo Guedes, futuro ministro de Bolsonaro, deu prejuízo a fundos de pensão. Economista diz que investigação se baseia em um relatório frágil.
O Ministério Público Federal marcou para o dia 5 de dezembro depoimento do economista Paulo Guedes em inquérito aberto no fim do mês passado para apurar suspeitas de irregularidades em investimentos de fundos de pensão.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O depoimento estava agendado para 14h desta terça (6), mas foi adiado pelos próprios procuradores do caso que tiveram problemas de agenda.
O economista Paulo Guedes — Foto: Sergio Moraes/Reuters
Segundo o Ministério Público, fundos de pensão de estatais aplicaram em dois fundos de investimento administrados por uma empresa de Paulo Guedes e perderam R$ 200 milhões.
A suspeita é de que os investimentos dos fundos de pensão tenham sido aprovados sem uma análise adequada e tenham gerado lucros excessivos a Paulo Guedes.
Chamou a atenção dos investigadores que os quatro fundos de pensão que mais investiram com Paulo Guedes na época, Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Postalis (Correios), são hoje alvos de operações de forças – tarefa, como a Greenfield, com foco nesta modalidade de investimento – o Fundo de Investimento em Participações (FIP).
Quando a investigação foi aberta, a defesa de Paulo Guedes afirmou que a investigação se baseia em um relatório "fragilíssimo", que tratou de apenas um, dentre quatro investimentos realizados pelo fundo.
Segundo a defesa, esse relatório omite o lucro "considerável" que o fundo tem propiciado aos investidores, com perspectiva de ganhos de mais de 50% do valor investido.
MP investiga se Paulo Guedes cometeu irregularidades em investimentos de fundos de pensão
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