Petrobras terceiriza supercomputadores a partir de 2018

Licitação para contratação de nova capacidade de processamento de dados está em andamento; são previstos ganhos no processamento sísmico e na otimização de poços

[21.08.2017] 11h50m / Por Gabriela Medeiros

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A Petrobras abriu uma concorrência para contratar serviços de processamento de dados. O modelo é novo na petroleira, que até até então comprava e operava seus próprios “supercomputadores”.

A contratação faz parte do "Projeto Singularity", que pretende ampliar a capacidade de processamento de dados de geoengenharia (geofísica, geologia e de engenharia de petróleo) atual da Petrobras em 30 vezes até 2021.

A empresa que ganhar o contrato prestará o serviço por dez anos, de 2018 a 2028, sendo responsável pela primeira fase do Singularity e pelas posteriores substituições dos equipamentos de acordo com a evolução tecnológica.

Nessa primeira etapa, que será implantada já em meados do ano que vem, a capacidade de processamento da Petrobras será multiplicada por cinco. Isto permitirá com que a petroleira seja capaz de rodar algoritmos que já são usados no mercado, mas que ainda não consegue aplicar em todos os seus projetos.

“Há saltos que ocorrem na área de informática que temos que acompanhar, senão ficamos obsoletos. Estamos no momento de um novo salto tecnológico, que vai ser potencializado com a adoção de um novo modelo (de contratação)”, comentou Jonilton Pessoa, gerente geral de Geofísica.

Os investimentos terão impacto direto nas atividades de processamento sísmico. Hoje, por exemplo, a Petrobras leva cerca de um ano e meio para processar um levantamento sísmico de 2 mil km² , tempo que poderá ser reduzido à metade.

Além do ganho na agilidade, que dará mais tempo aos técnicos na tomada de decisões, as imagens do subsolo poderão ter melhor resolução e maior precisão, o que reduz os riscos exploratórios.

“Precisamos melhorar as imagens sísmicas, dar maior resolução para o reservatório e, para isso, usamos algoritmos mais robustos, que precisam de máquinas com capacidade grande para rodar”, explica Pessoa.

Com isto, a petroleira espera melhorias como redução nos percentuais de poços secos, otimização da quantidade de poços produtores e injetores por reservatório, além do aumento do fator de recuperação.

“A economia é indireta, não é mensurável. Ao melhorar a assertividade nos projetos, diminuímos o risco e o resultado é mais benéfico para a companhia, seja em produtividade, em descobertas de novas acumulações ou em projetos de desenvolvimento”, conclui o gerente.

A Petrobras lembra também que a contratação de nova capacidade computacional deve gerar empregos, especialização de técnicos e investimentos na cadeia de tecnologia brasileira.

“Com a intensificação dos nossos projetos no pré-sal, vamos aumentar a demanda por computadores de elevado desempenho e isso abrirá novas oportunidades para as empresas fornecedoras no Brasil”, destacou Mário Carminatti, gerente executivo de Exploração, durante um evento de geofísica recentemente.

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