Pedro Parente se mostrou, contudo, preocupado com a dívida da estatal, estimada em R$ 400 bilhões
Rosana Hessel
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!São Paulo – O presidente da Petrobras, Pedro Parente, minimizou a crise política e reforçou o foco do plano de negócios da estatal, e, por conta disso não vai mudar os planos de desinvestimento no momento. “A empresa tem um planejamento estratégico aprovado pelo seu Conselho que esta dando certo e trazendo projetos muito positivos. Tem questões relevantes a resolver. Não temos o direito de parar o que estamos fazendo por conta de fatores externos à companhia”, destacou ele, nesta quarta-feira (31/05).
“Temos que manter o foco e manter realmente todo o compromisso e toda a energia na execução do com disciplina do nosso plano para chegarmos aos nossos resultados”, emendou ele, após participar do Brazil Investment Forum (BIF), em São Paulo, onde disse que “aproveitou para vender o peixe” para investidores ao avisar que um dos objetivos desse plano é fazer com que a empresa deixe de ter 100% do monopólio do refino de gasolina no país. Ele lembrou que esse projeto é do ano passado, mas até o momento não houve interessados porque “havia dúvidas sobre a liberdade de praticar preços”.
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“No planejamento estratégico, queremos aproveitar o sucesso nas parcerias que tivemos em exploração e produção para outras áreas da empresa, inclusive, refino”, disse.
Parente demonstrou preocupação com o alto endividamento da Petrobras, que segundo ele, é de R$ 400 bilhões. “A divida bruta é maior que a de todos os estados brasileiros juntos, menos São Paulo. E se somar SP, chega a 70% da divida de todos os estudos”, disse ele, justificando as recentes medidas de redução de custo em todas as áreas da empresa, inclusive, o programa de demissões voluntárias, apesar do recente aumento na receita de royalties, em cerca de R$ 2 bilhões.
“Isso não tem nada a ver com os royalties. O fato é que eles aumentaram por outras razões, entre outras, porque estamos aumentando a produção do pré-sal que permite pagar royalties maiores”, disse ele, reforçando que o programa estratégico da companhia tem dois pontos principais. O primeiro deles é a segurança e o segundo, a redução do endividamento. “Não vamos atingir metas financeiras sem reduzir a segurança. Precisamos também reduzir o endividamento. Nenhuma empresa de óleo gás poderia sobreviver com um endividamento tão elevado. Portanto, a meta também é chegar a níveis de endividamento saudáveis para garantir sustentabilidade da empresa. O foco é na sustentabilidade e na longa vida da Petrobras. A ordem da empresa é manter o foco”, completou.
Conteúdo local
Parente também elogiou a recente mudança nas regras de conteúdo local. “É uma política mais simples. Simplificou muito. Não tem mais aquela lista complicada dês subitens. Vemos bastante positivamente a nova política, reconhecendo que foi o que o governo poderia fazer na composição dos interesses e que naturalmente são conflitantes quando há discussão de assuntos dessa natureza”, afirmou. “Foi um grande avanço e repito vai ajudar o país muito o pais nessas novas licitações”, emendou.
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