Previ tem plano para cada ativo investido, diz presidente

Gueitiro Genso, presidente da Previ: sem necessidade de sair dos ativos ‘desesperadamente’ e sim no momento certo

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A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, estuda alternativas para alocação dos investimentos a partir do próximo ano em um cenário de queda de juros. Amanhã será realizada a primeira reunião de 2017 entre a diretoria e o conselho deliberativo sobre o assunto. Ao mesmo tempo, a fundação segue em busca de ativos mais líquidos para fazer jus ao pagamento de aposentadorias no futuro. A exemplo da Vale, a Previ tem um “plano de liquidez” para cada uma das empresas participadas, disse ao Valor o presidente da entidade, Gueitiro Genso.

As medidas estão em linha com o planejamento estratégico da entidade, que, segundo o executivo, é elaborado baseado no modelo de grandes corporações no Brasil e no mundo e que “conversa” com a política de investimentos da Previ. A partir deste ano, passou a fazer parte das metas individuais dos funcionários da entidade – antes, elas eram por área. Também se desdobrou em diretrizes separadas para cada um de seus fundos.

“Cada um dos nossos ativos tem uma estratégia interna, eu não posso divulgar isso porque é uma questão de mercado. Esta é uma das diretrizes do nosso plano estratégico”, afirmou Genso, referindo-se ao item que mira o “balanceamento da gestão de investimentos com as necessidades do passivo do Plano 1”. A política de investimentos da fundação até 2021 prevê uma redução da fatia de renda variável em seu portfólio.

Segundo o presidente da fundação, não há necessidade de “sair dos ativos desesperadamente”, e sim no momento certo. “A Previ tem condições de cumprir seus compromissos por longo tempo sem vender nenhum ativo. Mas eu preciso que estes ativos estejam prontos para serem vendidos quando eu quiser”, disse Genso. A Vale, citou, é um dos ativos que por 20 anos não deu liquidez à fundação. Agora, os controladores da companhia anunciaram a proposta de novo acordo de acionistas, que inclui a Previ e outros fundos de pensão, com o objetivo de tornar a mineradora uma “corporation” em três anos.

Atualmente, o Plano 1 da Previ – o maior e mais maduro, e que concentra a maior parte dos investimentos na empresa – detém 15,5% do capital total da Vale, avaliada em R$ 24,2 bilhões. No Previ Futuro, o investimento equivale a 0,17% do capital total. A Previ também já anunciou a venda de sua fatia na Kepler Weber, companhia que atua com armazenagem agrícola. Segundo Genso, este plano das participadas é revisitado semestralmente. “Não temos necessidade de vender ativos a qualquer preço”, afirmou.

Entre as participações da Previ, está a BRF, recente alvo da operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF), com uma fatia de 10,66%. “Temos um conselheiro e estamos acompanhando via governança da BRF. A Previ não tem ação direta lá. A empresa está em um setor importante e acreditamos muito naquele investimento”, disse.

Sobre a operação Greenfield, em que a PF discute desvios de recursos em fundos de pensão, a Previ tem investimentos em três ativos citados: o FIP Sondas (Sete Brasil), o FIP Global e a Invepar. Genso informou que a Previ está tomando “todas as providências” em relação à Sete Brasil, mas não comentou sobre ter acionado uma câmara de arbitragem para reaver os recursos aplicados. Ele também mencionou a troca do gestor no FIP Global, e disse ainda que a entidade é um dos sócios da Invepar e que não tem ligação direta com a empresa.

Do lado da renda fixa, a Previ já começou a analisar os cenários para pensar em estratégias futuras, o que será feito durante todo o primeiro semestre. Além da reunião de amanhã, o conselho deliberativo e a diretoria discutirão os investimentos pelo menos mais duas vezes ao longo de 2017 até uma decisão final sobre o planejamento do próximo ano em outubro ou novembro.

“Vamos olhar como gerir o nosso negócio em um cenário que projeta a inflação de um dígito e uma (taxa) Selic de um dígito, em que investir só em títulos públicos não cumpre a meta atuarial. Já é o primeiro exercício do ciclo de planejamento estratégico de 2017 olhando 2018 e os cinco anos pela frente”, disse o presidente da Previ.

Uma das alternativas, apontou, pode ser o investimento em títulos privados. “Este debate está acontecendo, vai acontecer no setor como um todo, não só de previdência fechada o gestor terá que buscar alternativas além do título público, que é o que acontece pelo mundo todo”, completou o executivo.

No caso Previ Futuro, que é de contribuição definida (CD), a diretriz do plano estratégico prevê a “maximização do benefício do participante do plano”. Com o objetivo de tornar o participante mais confortável com seus investimentos, a Previ criou uma análise de perfil do investidor (API), semelhante ao que a Associação Brasileira de Entidades Financeiras e de Mercados de Capitais (Anbima) exige.

A Previ divulgará ao final da semana os resultados de 2016. “Vamos apresentar um resultado positivo. Vamos mostrar que o que passamos em 2015 era conjuntural e que nossos ativos são bons”, disse. Naquele ano, o déficit de R$ 16,1 bilhões, o primeiro em uma década. A entidade já informou que não serão necessárias contribuições extraordinárias referente ao 2016, ao contrário de outras fundações, como Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa Econômica Federal).

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