Dois anos depois, a multa

Acidente no FPSO Cidade de São Mateus, que deixou nove mortos, gerou multa de R$ 47,8 milhões à Petrobras

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

[13.02.2017] 11h14m / Por Gabriela Medeiros

fpso_cidade_de_sao_mateus_.jpgA explosão no FPSO Cidade de São Mateus, da BW Offshore, matou matou cinco petroleiros ( Capitania dos Portos do Espírito Santo )

A Petrobras pagou em janeiro uma multa de R$ 47,8 milhões pelo acidente com o FPSO Cidade de São Mateus, no campo de Camarupim, na Bacia do Espírito Santo. O valor inicialmente estipulado para a penalidade era de R$ 68,3 milhões, mas a petroleira teve direito a 30% de desconto pois não recorreu da decisão da ANP.

Há dois anos, em 11 de fevereiro de 2015, uma explosão no FPSO causou a morte de nove pessoas e deixou outras 26 feridas. Desde então, os campos de Camarupim e Camarupim Norte estão sem produzir, situação que deve se manter até abril de 2018. Entre as causas que levaram à explosão estão a estocagem inadequada de condensado e a degradação do sistema de cargas. Além disso, a ANP constatou que as decisões gerenciais tomadas pela Petrobras, Prosafe e BW Offshore ao longo do ciclo de vida do FPSO agregaram riscos à operação da plataforma.

Relatório da ANP sobre acidente no FPSO Cidade de São Mateus

Produtores de gás, os campos entregavam cerca de 2 milhões de m³/dia do energético, sendo praticamente todo aproveitado comercialmente, já que não era feita injeção e os níveis de queima e consumo eram da ordem de 0,1 milhão de m³/dia.

O relatório da ANP sobre o acidente demonstrou que a explosão foi resultado da falta de estruturação da Petrobras e da BW Offshore, proprietária do FPSO, para o gerenciamento da segurança operacional do FPSO. Entretanto, o inquérito da Polícia Federal sobre o acidente não imputou responsabilidade criminal à Petrobras ou a seus empregados.

RELATÓRIO DE INVESTIGAÇÃO DE SEGURANÇA DE ACIDENTE MARÍTIMO FPSO CIDADE DE SÃO MATEUS

No momento, o FPSO Cidade de São Mateus está em lay up e não tem previsão de voltar a operar. A plataforma está contratada pela Petrobras até 2018 e, de acordo com a petroleira, a unidade continua com os contratos vigentes e é o cenário considerado para o retorno da produção dos campos.

No mês passado, a BW Offshore assinou um acordo com as seguradoras para definir um custo de reparos para o FPSO, no valor de US$ 250 milhões. A empresa tem afirmado em seus últimos relatórios financeiros que ainda precisa chegar a um consenso sobre o plano final de reparos da embarcação com a Petrobras.

Petrobras – Lições aprendidas com o acidente do FPSO Cidade de São Mateus

Em junho de 2016, a plataforma passou por uma inspeção no estaleiro Keppel, em Singapura, que definiu os reparos necessários. O início dos reparos não é a única etapa da recuperação do FPSO que está demorando. A própria desconexão da unidade foi feita apenas em fevereiro de 2016, um ano após o acidente.

http://brasilenergiaog.editorabrasilenergia.com/daily/bog-online/empresas/2017/02/dois-anos-depois-multa-473370.html

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading