A Petrobras quer acelerar a redução da sua alavancagem, como previsto no plano de negócios e estratégico 2017-2021, afirmou o diretor Executivo de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da Petrobras, Nelson Silva. Segundo ele, a companhia vai detalhar internamente todas as iniciativas do plano até o final de janeiro.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!“Temos um plano sólido, que nos parece lógico e agora vem a fase de execução. Até o fim de janeiro, todos vão saber que partitura têm que tocar na orquestra”, disse em almoço-palestra no Rio Oil&Gas.
Ao comentar o esforço de redução da alavancagem da Petrobras – de 5 para 2,5 vezes até 2018 -, Silva disse que a companhia não pode deixar de investir para pagar o serviço da dívida, de US$ 6,3 bilhões. Segundo ele nos próximos cinco anos a companhia vai consumir US$ 73 bilhões na amortização da dívida, valor semelhante ao que despenderá para desenvolver o campo de Lula.
O executivo destacou que a Petrobras espera estabilidade econômica e regulatória, em especial com a evolução das regras de conteúdo local e a criação de uma indústria competitiva, que possa atender o parque brasileiro e também exportar. “Esperamos ter um ambiente parecido ao de 1997”, disse.
Após uma fala do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, frisando o fim do “intervencionismo salvacionista estatal” no setor no governo Temer, Silva abriu sua palestra dizendo que é bom ver outra vez a lógica econômica prevalecer. “É um grande alívio para nossa indústria”, afirmou.
Ao apresentar o novo plano de negócios da companhia, Silva disse que a companhia vai buscar posição relevante em gás e reforçou o discurso de que a petroleira não vai praticar preços abaixo dos de mercado e que a diretoria da estatal sabe a diferença entre ser uma empresa e um órgão do governo.
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