O programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV) da Petrobras contou com a adesão de ao menos 13% dos funcionários da empresa. Ao todo, 7,7 mil trabalhadores se cadastraram no programa até segunda-feira, véspera do encerramento do prazo para inscrições.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Ontem, a expectativa na área de recursos humanos da estatal era que o número pudesse atingir o patamar de 8 mil inscritos, segundo uma fonte a par do assunto. O número efetivo de demissões, contudo, só será conhecido em maio de 2017, data limite para que os funcionários confirmem se realmente querem se desligar da companhia.
Este é o segundo PIDV aberto pela Petrobras desde 2014. No primeiro programa, houve a adesão de 7.219 trabalhadores, dos quais 6.779 foram desligados.
A versão 2016 do programa foi lançada pela estatal, em abril, como parte dos esforços da empresa de reduzir seus custos, frente ao aumento do endividamento e à queda das receitas, diante do cenário de baixa dos preços do barril do petróleo no mercado internacional. No primeiro semestre, por exemplo, os gastos da petroleira com pessoal totalizaram R$ 16,361 bilhões, um montante 6,8% maior que o registrado nos seis primeiros meses do ano passado.
Na ocasião do lançamento do PIDV, a petroleira informou que, dos 57 mil empregados da Petrobras controladora (que não inclui as subsidiárias), cerca de 12 mil empregados tinham condições de se aposentar. A estimativa da companhia era gastar R$ 4,4 bilhões com a implantação do programa e economizar R$ 33 bilhões até 2020, caso se efetivassem as 12 mil potenciais inscrições.
Em meados de agosto, no entanto, o diretor-executivo de recursos humanos, SMS e serviços da Petrobras, Hugo Repsold Júnior, já havia antecipado que o PIDV não conseguiria alcançar a totalidade dos 12 mil trabalhadores aptos a participarem do programa. Segundo ele, a expectativa era atingir entre seis mil e sete mil adesões.
O PIDV, contudo, não se restringe a funcionários próximos da aposentadoria. Isso porque a estatal fixou um piso de R$ 211 mil para cada funcionário que deseje se desligar da companhia, sem restrições de idade ou tempo de serviço.
O programa de demissão voluntária foi um dos pontos discutidos ontem durante reunião entre representantes da área de RH da Petrobras e da Federação Única dos Petroleiros (FUP). Os sindicalistas criticam a redução do efetivo de trabalhadores, sem qualquer critério para reposição das vagas.
O encontro foi convocado para que fossem iniciadas as negociações do acordo coletivo 2016/2017. A FUP apresentou à estatal a proposta de reajuste salarial com ganho real de 5%. Na semana passada, a Federação dos Petroleiros (FNP) já havia apresentado sua pauta de reivindicações, com pedido de ganho real de 10%.
Além do reajuste, a FUP manifestou oposição ao programa de venda de ativos da estatal e cobrou também algumas pendências do acordo coletivo vigente, como a normalização da operação do Benefício Farmácia e o cumprimento dos benefícios educacionais. A Petrobras deve se posicionar daqui a duas semanas sobre as propostas.
http://www.valor.com.br//empresas/4696639/pidv-da-petrobras-atinge-13-da-forca-de-trabalho
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