Shell prevê investimento anual de até US$ 30 bilhões

Produção da petroleira anglo-holandesa cresceu 23% em um ano, refletindo a aquisição da BG

[28.07.2016] 12h20m / Por João Montenegro

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A Shell planeja manter seus investimentos anuais na faixa entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões nos próximos quatro anos. Em 2016, a companhia prevê um aporte de US$ 26 bilhões, ante os US$ 29 bilhões originalmente previstos. Se confirmada, a estimativa para o ano representará uma queda de 25% em relação aos US$ 35 bilhões investidos em 2015.

A produção da companhia no segundo trimestre foi de 3,51 milhões de boed, alta de 23% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando produziu 2,73 milhões de boed. O principal fator de crescimento foi a aquisição da BG, que acrescentou 770 mil boed à produção total da Shell.

Novos projetos acrescentarão cerca de 250 mil bopd e 3,9 milhões de t/a de GNL à produção total da companhia no ano. Entre os empreendimentos estão a terceira fase do Parque das Conchas (BC-10), na Bacia do Espírito Santo, e a entrada em operação dos FPSOs Cidade de Maricá, Cidade de Saquarema e Cidade de Caraguatatuba, no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos.

Nesta quinta-feira (28/7), a Shell anunciou uma nova descoberta no Golfo do México. A estimativa inicial é que o reservatório alcançado com o poço Fort Sumter tenha mais de 125 milhões de boe. Segundo a companhia, novas perfurações de avaliação e poços planejados em estruturas adjacentes poderão elevar consideravelmente o potencial da descoberta.

Resultado

A petroleira lucrou US$ 1,2 bilhão no segundo trimestre, queda de 70% em relação ao mesmo período de 2015, quando os ganhos da petroleira somaram US$ 4,1 bilhões. A receita no trimestre foi de US$ 60,3 bilhões, 20% menor que os US$ 74 bilhões faturados nos mesmos meses do ano passado. No semestre, o lucro da companhia totalizou US$ 1,735 bilhão e a receita, US$ 107 bilhões.

No segmento de upstream, a Shell registrou prejuízo de US$ 1,974 bilhão durante o trimestre, ampliando as perdas de US$ 561 bilhões no mesmo período de 2015. No semestre, o prejuízo acumulado é de US$ 3,324 bilhões

A área registrou perdas em todas as regiões onde a Shell atua, com exceção da África, onde a companhia lucrou US$ 34 milhões no trimestre. Na América do Sul, o prejuízo foi de US$ 45 milhões; na Ásia, US$ 83 milhões; na Europa, US$ 820 milhões; e, na América do Norte, US$ 1,061 bilhão.

Já no downstream a petroleira lucrou US$ 1,717 bilhão entre abril e junho, ganhos reduzidos em relação aos US$ 2,746 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Nos seis primeiros meses do ano, a companhia teve um lucro de US$ 3,417 bilhões.

A Shell também lucrou na área de Integrated Gas, com ganhos de US$ 982 milhões no trimestre, ante US$ 1,335 bilhão no mesmo período de 2015. No semestre, o lucro foi de US$ 1,887 bilhão.

Desinvestimentos 

A companhia pretende desinvestir US$ 30 bilhões entre este ano e 2018. Até o momento, a petroleira obteve US$ 1,5 bilhão e tem entre US$ 6 bilhões e US$ 8 bilhões de ativos em negociação para serem vendidos ainda este ano.

O CEO da Shell, Ben van Beurden, destacou que a baixa dos preços do barril continua a impactar negativamente os negócios, particularmente no upstream. “Para atravessar o momento de crise, estamos reduzindo custos, os níveis de investimento programados e executando nosso plano de venda de ativos”, disse o executivo.

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