Sede da Petrobras em Vitória é investigada em Brasília

investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a obra da sede da Petrobras na Reta da Penha, em Vitória, foi transferida para um grupo de trabalho criado especificamente para acompanhar suspeitas relacionadas à Operação Lava Jato.
A auditoria técnica era feita pela Secretaria de Controle Externo do Espírito Santo (Secex-ES), em Vitória. Esse grupo já havia identificado “indícios robustos de sobrepreço”, “premissas equivocadas” e falta de “transparência e confiabilidade nas cotações”.
As suspeitas surgiram no voto do ministro relator do processo no TCU, José Múcio Monteiro, em março deste ano.
Em abril, o TCU decidiu transferir a investigação para a Secretaria Extraordinária de Operações Especiais em Infraestrutura (Seinfra), localizada em Brasília. O setor foi criado em janeiro especialmente para acompanhar processos ligados à Lava Jato.
O propósito da Seinfra é prevenir, detectar e apurar responsabilidades em fraudes ligadas à infraestrutura do país, por meio da obtenção e tratamento de informações. Ela também serve para acompanhar, na área de infraestrutura, todos os acordos de leniência em negociação na Controladoria-Geral da União. Não há prazo para que a investigação da Seinfra seja concluída.
A fiscalização no TCU começou em setembro de 2015, a pedido da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.
O edifício-sede da Petrobras em Vitória tinha custo estimado em R$ 90 milhões. Na licitação, subiu para R$ 436,6 milhões, mas a obra foi contratada por R$ 486,1 milhões. Após vários aditivos, o preço final foi R$ 567,4 milhões.
O relatório da Secex-ES atacou a subcontratação de empresas. O consórcio contratado – Odebrecht, Camargo Corrêa e Hochtief (OCCH) – ficou com a responsabilidade de apenas 16,48% do serviço, segundo a Secretaria de Controle Externo.
Os outros 83,52% foram transferidos para subempreiteiras, segundo o levantamento, “o que acarreta a dupla cobrança de custos indiretos, impostos e lucros, e transforma a contratada em mero gestor do empreendimento”, diz o TCU.
O documento também questionou o valor pago pela Petrobras para usar o terreno sobre o qual o prédio foi construído.
O valor pago anualmente cresceu 311,6%, de 2007 a 2016. Era R$ 2,8 milhões e chegou a R$ 11,8 milhões. No mesmo período, o IGP-M – índice que baliza a correção do aluguel – evoluiu menos, 77,8%. Essa diferença fez o TCU por uma lupa também sobre essas cifras.
http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/07/sede-da-petrobras-em-vitoria-e-investigada-em-brasilia.html

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!
INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading