Pelo menos 50% do déficit da indústria de fundos de pensão vêm de planos de previdência de estatais. Para sanar essa deficiência, empresas como Caixa Econômica Federal e Correios terão de fazer aportes em seus fundos, pressionando as contas públicas em um período em que uma das maiores preocupações do governo é com a contenção dos gastos.
Os fundos de pensão que estão no negativo tinham um déficit de R$ 27,6 bilhões em junho, últimos dados da Previc. As fundações dos funcionários da Caixa (Funcef), Petrobras (Petros), BNDES (Fapes) e Correios (Postalis) têm déficits que totalizavam R$ 14,6 bilhões em setembro, segundo levantamento do Valor feito a partir de dados das próprias entidades.
Pelas regras dos fundos de pensão, resultados deficitários devem ser equacionados de forma paritária entre empresas patrocinadoras e participantes. Essa obrigação também já preocupa funcionários e aposentados, que terão seus benefícios reduzidos.

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