De acordo com o diretor-presidente da entidade, Devanir Silva, os cortes de juros abrem espaço para diversificação e ampliação de investimentos em outros ativos “que também contribuem para o desenvolvimento econômico
Os fundos de pensão já estão se preparando para um novo ciclo de investimentos, o que reduziria a grande concentração atual em renda fixa, afirmou nesta quarta-feira Devanir Silva, diretor-presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), na abertura do 15º Seminário de Investimentos da entidade, em São Paulo.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Dados da associação mostram que a renda fixa representou 85,2% dos ativos do setor em 2025, enquanto a renda variável respondeu por uma fatia de 7,6%. Ele afirmou que a Abrapp tem recebido questionamentos sobre essa concentração, mas garantiu que ela não significa imobilismo.
“Isso não significa, em hipótese alguma, uma postura passiva. Há um acompanhamento constante das oportunidades e uma preparação cuidadosa para um novo ciclo”, disse. Como os juros estão em patamar alto, prosseguiu, a renda fixa é “uma alocação coerente.”
De acordo com ele, os cortes de juros abrem espaço para diversificação e ampliação de investimentos em outros ativos “que também contribuem para o desenvolvimento econômico.” Silva destacou que os fundos de pensão não são orientados por movimentos de curto prazo e, sim, pela segurança e liquidez na gestão dos recursos. “Nosso compromisso final é o pagamento dos benefícios.”
O presidente da Abrapp também defendeu maior alinhamento entre as instâncias de supervisão. Atualmente, há sobreposição na fiscalização do setor entre Tribunal de Contas da União (TCU) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), o que acaba gerando insegurança jurídica. “Hoje, lidamos com um nível muito maior de complexidade, e o gestor precisa de segurança jurídica para exercer com responsabilidade o ato regular de gestão”, disse.
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