Brasil cai em índice global de solidez de sistemas de previdência privada e pública

Maior pontuação ficou com a Holanda, que recebeu nota ‘A’ e pontuação de 85,4

O Brasil caiu no ranking da edição 2025 do Índice Global de Pensões Mercer CFA Institute (MCGPI), que analisa sistemas previdenciários públicos e privados. A nota do país neste ano foi de 56,2, o que rendeu o conceito ‘C’ e a 40ª colocação entre 52 nações. A maior pontuação ficou com a Holanda, que recebeu nota ‘A’ e pontuação de 85,4. Também obtiveram classificação ‘A’ Islândia, Dinamarca, Israel e Singapura, único asiático a alcançar a posição.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

O MCGPI avalia os sistemas de renda para aposentadoria em todo o mundo e sugere possíveis reformas para que benefícios mais adequados e sustentáveis sejam oferecidos, com alto nível de integridade. Os países que receberam pontuação acima de 80 e classificação ‘A’ têm sistemas de aposentadoria sólidos, que oferecem benefícios adequados, são sustentáveis e apresentam alto nível de integridade, segundo o estudo. Neste ano, o índice passou a incluir quatro novos países: Kuwait, Namíbia, Omã e Panamá, abrangendo 65% da população mundial.

No caso do Brasil, ainda que a pontuação geral tenha melhorado ligeiramente (no ano passado foi 55,8), a classificação também havia sido ‘C’ em 2024. No ano passado, o levantamento teve 48 nações e o Brasil apareceu na 33ª posição. Em 2025, os quatro incluídos no índice aparecem acima do país no ranking. Desconsiderando esses quatro novos no ranking, o Brasil estaria ocupando o 36º lugar em 2025, portanto abaixo da posição de 2024 na mesma base comparativa.

Botswana, Itália e Japão, que até 2024 possuíam notas piores do que o Brasil, neste ano estão melhor posicionados. Também ficaram acima do Brasil os sistemas de Namíbia, Panamá, Malásia, Cazaquistão, Uruguai e Kuwait, entre outros. Abaixo estão, por exemplo, Peru, África do Sul, Tailândia, Indonésia, Índia, Turquia e Vietnã.

“No Global Pension Index 2025, o Brasil alcançou 56,2 pontos e manteve o conceito ‘C’, refletindo uma leve melhora em sua pontuação geral, influenciada por dados econômicos atualizados”, diz Tiago Calçada, diretor da área de investimentos da Mercer. “Apesar do recuo para a 40ª posição em um ranking expandido com 52 países, o sistema brasileiro demonstra solidez nos conceitos ‘B’ em Adequação e Integridade. Contudo, o pilar da Sustentabilidade, com conceito ‘E’, continua sendo um desafio e sinaliza áreas críticas para aprimoramento. O relatório destaca a necessidade de expandir a cobertura previdenciária, introduzir contribuições mínimas obrigatórias e integrar fatores ESG nas políticas de investimento para fortalecer o sistema nacional.”

O relatório afirma que “o crescimento e a magnitude dos ativos dos fundos de pensão estão levando cada vez mais os governos a buscar formas de canalizar parte desse capital para as prioridades nacionais.” Por isso, o trabalho propõe oito princípios para os governos equilibrarem os interesses dos participantes das fundações privadas com as prioridades nacionais. Exemplos citados são os do Reino Unido, Canadá, Austrália e Malásia, que “incentivaram recentemente os fundos de pensão a apoiar a infraestrutura e a inovação locais.” Também discussões acerca da imposição de critérios ESG nos fundos de pensão estão em debate em várias nações.

“Os sistemas de pensão com poucas ou nenhuma restrição tendem a ter um melhor desempenho no Índice”, diz Tim Jenkins, autor principal do relatório e sócio da Mercer, consultoria especializada em sistemas de aposentadoria. “Isso sugere que, em vez de impor mandatos, os governos podem se concentrar em tornar as opções de investimento atrativas, promover a transparência e uma governança sólida, e incentivar a colaboração com o setor privado para apoiar sistemas de aposentadoria sustentáveis e o crescimento econômico.”

Leonardo Lara, líder da área de fortunas da Mercer, ressalta que, na América Latina, as reformas já implementadas ou em análise em México, Chile, Colômbia e Uruguai demonstram interesse em fortalecer os sistemas de pensão. “Essas nações estão realizando mudanças significativas na estrutura de seus sistemas, principalmente ao aumentar as contribuições para a poupança de aposentadoria e aprimorar as estratégias de investimento para maximizar os retornos.” Ele lembra ainda que na edição 2025 do índice praticamente todos os países avaliados da região apresentam melhora.

O Índice Global de Sistemas Previdenciários é um projeto de pesquisa colaborativo, copatrocinado pelo CFA Institute e pela Mercer, com apoio do Monash Centre for Financial Studies (MCFS). O CFA Institute é uma associação global de profissionais de investimentos e o MCFS é um centro de pesquisa localizado na Monash Business School, da Universidade Monash, na Austrália, que tem como objetivo aplicar rigor acadêmico ao estudo de questões relevantes para a indústria financeira.

https://valor.globo.com/financas/noticia/2025/10/15/brasil-cai-em-ndice-global-de-solidez-de-sistemas-de-previdncia-privada-e-pblica.ghtml

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading