Fundo de pensão dos funcionários da Petrobras encerrou semestre com rentabilidade consolidada de 6,81%, frente a objetivo de 5,38%
A Petros, fundo de pensão dos funcionários da PetrobrasCotação de Petrobras, conseguiu superar a meta de retorno no primeiro semestre de 2025 e obteve rentabilidade consolidada de 6,81%, frente a um objetivo de 5,38%. O resultado foi impulsionado pelo aumento dos investimentos em renda fixa, que já correspondem a 83% (R$ 108,7 bilhões) da carteira de R$ 130,7 bilhões e renderam 6,13% no ano. Em dezembro, a fatia era de R$ 101,6 bilhões, representando 81%. No total, o patrimônio do fundo avançou R$ 7 bilhões frente ao volume em dezembro de 2024, para R$ 144 bilhões.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Além da rentabilidade obtida com os altos juros do país, o fim da obrigatoriedade da marcação a mercado, que determina que os preços dos títulos sejam atualizados diariamente, ajudou a elevar a rentabilidade. A regra valia desde 2021 para os planos de contribuição definida e variável, seja na fase de acumulação ou na de concessão de benefícios. Os de benefício definido já podiam usar a chamada marcação na curva, que considera o valor de resgate no vencimento.
A mudança foi anunciada em dezembro depois de intensa campanha do setor. Em títulos federais, a Petros tem hoje 50,4% (R$ 66 bilhões) da carteira de investimentos, sendo que somente R$ 2,8 bilhões estão marcados a mercado e R$ 63,1 bilhões, aplicados em NTN-Bs, na curva.
O aumento da parcela em renda fixa é usado como estratégia de “imunização” de carteiras. A mais recente a ser implementada, em novembro do ano passado, foi a de benefício definido do plano PP-2, formada por assistidos que optaram pelo recebimento de renda vitalícia. Maior plano de contribuição variável do país, o PP-2 tem 52 mil participantes, é de contribuição variável e o único do Sistema PetrobrasCotação de Petrobras aberto a novas adesões. O retorno no semestre foi de 8,07%, o maior desde 2011.
Nos demais planos do Sistema PetrobrasCotação de Petrobras, os PPSP, de benefício definido, que têm cerca de 80 mil participantes, a imunização foi implementada em 2023 e 2024 e agora está sendo ampliada. Os planos PPSP-R (repactuados) e PPSP-NR (não repactuados), entre os maiores de benefício definido do país, acumularam rentabilidade de 5,88% até junho, alta recorde para o período desde 2023. Já o PP-3, que está entre os dez maiores de contribuição definida do Brasil, registrou rentabilidade de 6,41% em 2025, também o melhor primeiro semestre desde 2023. Criado em 2021 exclusivamente para a migração voluntária de ativos e assistidos dos planos PPSP-R e PPSP-NR, o PP-3 tem 2,2 mil participantes.
Segundo Gustavo Gazaneo, diretor de investimentos da Petros, a imunização protege os planos das oscilações do mercado e dá maior previsibilidade de retorno. “A intenção é continuar com a estratégia de imunização, não somente para os planos de benefício definido, mas também estudar aquisição de títulos públicos na curva para planos de contribuição definida, com parcimônia, aproveitando as taxas de juros, ainda elevadas”, comentou ele, que assumiu o cargo em janeiro deste ano.
A carteira de renda fixa avançou 6,13% no ano. Já o segmento de renda variável, com R$ 8,9 bilhões (7% da carteira), avançou 17,73% no acumulado até junho, impulsionado por fundos de investimento de gestão ativa em ações, de acordo com informações da fundação. Já os estruturados (4% dos investimentos) renderam 7,78% no primeiro semestre, enquanto os imobiliários (3% do total) acumularam ganho de 4,10%. As operações com participantes (empréstimos) tiveram valorização de 6,02% (2,5% da carteira). As aplicações no exterior, no entanto, que representam 0,5% da carteira da Petros, tiveram retração de 9,51% no período.
Atualmente, 48 mil assistidos e 2,3 mil participantes da ativa de dois dos planos mais antigos estão pagando contribuições extras no valor de 17% a 20% do benefício bruto mensal para equacionar um déficit de R$ 42 bilhões referente a resultados de 2018, 2021 e 2022.
No momento, a Petros aguarda a posse de seu novo presidente, Marcelo Farinha, ex-diretor da Pouprev, entidade fechada de previdência complementar dos funcionários da Poupex, e ex-presidente da Federação Nacional das Empresas de Capitalização (Fenacap), aprovado no início deste mês pelo conselho deliberativo. A posição está sendo ocupada interinamente por Marco Aurelio Viana, que retomará seu cargo na diretoria de seguridade quando Farinha for habilitado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
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