A assinatura do acordo — formalmente conhecido como “standstill”, que suspende pagamentos por 15 dias, prorrogáveis por mais 15 — foi revelada pela coluna. O documento, ao qual a Capital teve acesso, foi protocolado na 5ª Vara Empresarial da Justiça do Rio por volta das 21h de ontem.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Segundo consta no processo, o “standstill” foi assinado, de um lado, por Invepar, Lamsa (concessionária da Linha Amarela), Via 040 e Línea Amarela Brasil (Lambra); e, do outro, por Mubadala, Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).
Recuperação extrajudicial
Da dívida total, R$ 678,8 milhões (44%) se referem às debêntures das 3ª e 5ª emissões da Invepar. Cerca de metade da cifra é detida pela Mubadala, e a outra parte está com os fundos de pensão que controlam a empresa (Previ, Petros e Funcef).
Já os R$ 865,8 milhões restantes são devidos aos bancos fiadores de um contrato de financiamento celebrado entre a Via 040 e o BNDES para os dois primeiros anos da concessão da rodovia BR-040. (A concessão foi devolvida, e a Via 040, subsidiária da Invepar, deixou de operar no ano passado.)
Os bancos fiadores se tornaram credores do contrato, com valores muito próximos: BB, Bradesco e Itaú têm, cada um, pouco mais de R$ 223,7 milhões a receber. Já o BDMG detém um crédito de R$ 194,5 milhões.
Com o “standstill”, companhias e bancos voltam a conversar. A expectativa é que o resultado seja uma recuperação extrajudicial — isto é, celebrada fora da Justiça.
Você precisa fazer login para comentar.