EFPCs fecharam 2024 com um déficit acumulado de R$ 9,88 bilhões

O Ministério da Previdência Social divulgou na última sexta-feira (23/5) o Relatório Gerencial de Previdência Complementar (RGPC), com informações consolidadas sobre as entidades abertas e fechadas ao final do 4º trimestre de 2024. As entidades fechadas terminaram o período com um déficit acumulado de R$ 9,88 bilhões, resultado de um déficit de R$ 32,05 bilhões apresentado por um grupo de 283 planos de benefícios contra um superávit de R$ 22,17 bilhões apresentados por outro grupo de 443 planos.

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Segundo o documento “entre dezembro de 2023 e dezembro de 2024, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) saíram de um resultado financeiro superavitário da ordem de R$ 14,1 bilhões para um resultado deficitário de cerca de R$ 9,88 bilhões”.

Contribuíram para essa reversão de resultados, ainda segundo o documento, “o baixo desempenho da bolsa de valores brasileira, de -10,36% em 2024, (além das) curvas de juros nominais que apresentaram alta no fechamento de 2024, com a taxa dos títulos de mais longo prazo atingindo máximas históricas o que refletiu negativamente no resultado dos títulos públicos marcados a mercado”.

O resultado consolidado do 4º trimestre de 2024 é formado pelos resultados parciais dos planos de Benefício Definido (BD),
Contribuição Definida (CD) e Contribuição Variável (CV). Enquanto os BDs apresentaram um déficit de R$ 11,19 bilhões, alavancando o resultado final, os CDs e os CVs tiveram superávits de R$ 633 milhões e R$ 1,3 bilhão, respectivamente. São 290 planos BDs, 517 CDs e 328 CVs.

A rentabilidade média das EFPC no acumulado de 2024 foi de 6,1%, sendo de 5,7% nos planos BD, 7,2% nos planos CD e 6,3% nos planos CV. O estudo traz também a rentabilidade média das Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC) no mesmo período, que foi de 4,0% nos planos coletivos e de 3,3% nos planos individuais.

Na segmentação por classe de ativos, as fechadas alocavam 67% em títulos públicos federais, 15,5% em outros tipos de renda fixa, 9% em renda variável, 2,5% em imóveis e 6% em outros ativos. Já as abertas aplicavam 68,3% da sua carteira de investimentos em títulos públicos federais, 26,8% em outros tipos de renda fixa, 4,2% em renda variável e 0,7% em outros investimentos.

O estudo traz o patrimônio dos dois sistemas, que somados atingiram R$ 2,94 trilhões 4º trimestre de 2024, sendo R$ 1,64 trilhões das EAPCs e R$ 1,30 trilhões das EFPCs.
A população dos dois sistemas soma 15,117 milhões, sendo 11,175 milhões nas EAPCs (8,861 milhões em contratos individuais e 2,314 milhões em contratos coletivos) e 3,942 milhões nas EFPCs.

O estudo aborda ainda informações sobre contribuições e resgates, benefícios pagos, custeio administrativo e rentabilidade dos planos, investimentos e previdência do servidor público. Para ver o estudo na íntegra, clique aqui

https://investidorinstitucional.com.br/sessoes/investidores/fundosdepensao/42764-efpcs-fecharam-2024-com-um-deficit-acumulado-de-r-9-88-bilhoes.html

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