Conselho da Petrobras se reúne sobre sobre pagamento de R$ 900 milhões à empresa
O futuro da Sete Brasil deve ser decidido amanhã na reunião do conselho de administração da Petrobras. A estatal vai votar para aprovação ou não do pagamento de cerca de R$ 900 milhões referente a um acordo com os credores da Sete Brasil.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O acerto de contas é a etapa que falta para a conclusão do processo de recuperação da Sete Brasil, que já dura sete anos. O pagamento já foi aprovado pela diretoria da Petrobras e está pendente da aprovação do conselho de administração da empresa. No board, precisa ser aprovado pela maioria dos membros.
Se aprovado, a Petrobras espera encerrar os litígios com os credores da Sete Brasil. Os recursos serão usados para pagar os detentores da dívida da empresa que que envolvem o Fundo de Garantia para Construção Naval (FGCN), bancos públicos, gestoras de investimento e até uma holding austríaca que já teve a OAS como sócia.
Já se o pagamento for barrado pelo conselho da estatal, contudo, o administrador judicial da companhia, a Licks Associados, deve pedir a decretação de falência da Sete Brasil, apurou o Pipeline.
Neste caso, o administrador judicial quer que a empresa e a Petrobras apresentem documentos para apurar eventuais responsabilidades pela crise – incluindo a investigação sobre a nomeação de Pedro Barusco, que foi diretor da estatal e depois da Sete Brasil e esteve envolvido nas denúncias da operação Lava-Jato, bem como o contrato entre as empresas e os motivos para o rompimento das negociações com o BNDES.
Petrobras: conselho vai deliberar sobre pagamento à Sete Brasil — Foto: Leo Pinheiro/Valor
A Sete Brasil entrou em recuperação judicial em 2016 com uma dívida total de R$ 19,3 bilhões. Hoje, esse valor representa uma dívida financeira de R$ 17 bilhões.
Pelo prazo legal, a RJ deveria ter se encerrado em 22 de novembro de 2020. Criada em 2010 para construir 28 navios-sonda para a Petrobras, a empresa se viu em apuros após o avanço da Lava Jato mudar completamente o cenário. Das 28 sondas que estavam no pipeline, a Sete só conseguiu construir quatro. A ideia inicial era que a Petrobras contratasse todas as unidades planejadas por 10 anos, até sair o financiamento de longo prazo do BNDES, o que não acabou não ocorrendo em meio às investigações da Lava-Jato.
Em 2019, a Sete chegou a receber uma oferta da Magni Partners de US$ 250 milhões pelas quatro sondas que conseguiu construir. A negociação, porém, não avançou e a empresa tenta agora fechar um plano alternativo que envolve o pagamento da Petrobras.
Procurada, a Petrobras não deu retorno até a publicação desta nota.
https://pipelinevalor.globo.com/negocios/noticia/quinta-feira-decisiva-para-a-sete-brasil.ghtml
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