Fitch: Petros tem capacidade de investimento

A Fitch Ratings afirmou, nesta sexta-feira, o Rating de Qualidade de Gestão de Investimentos ‘Forte’ da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros). A perspectiva é estável.

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Criada em 1970, a Petros é o segundo maior fundo de pensão do Brasil, com investimentos de R$ 109 bilhões em setembro de 2022, de acordo com a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp).

É o plano de previdência dos funcionários da Petrobras, mas também presta este serviço a outras empresas. Fundada em 1953, a Petrobras é uma empresa de capital aberto, cujo acionista majoritário é o governo do Brasil, com 50,26% das ações votantes e 36,61% do capital total. Tem participação de mercado dominante no setor de óleo e gás no país (fornecimento de combustíveis e na produção de hidrocarbonetos).

A Petros é uma fundação sem fins lucrativos que administra 39 planos de previdência, sendo dez de BD, três de contribuição variável (CV) e 26 de contribuição definida (CD). O AUM está concentrado em seis planos (95% do total em dezembro de 2022 – quatro BDs, um CV e um CD), todos para funcionários da Petrobras. A fundação tem 133 mil participantes, sendo 80 mil assistidos/aposentados.

Segundo o relatório da agência de classificação de risco de crédito, o rating da Petros se aplica a suas atividades de gestão de recursos no mercado doméstico e não inclui os serviços de administração fiduciária e custódia, que contam com políticas e processos próprios. Esses serviços são efetuados principalmente pelo Banco Bradesco S.A. (Bradesco, Rating Nacional de Longo Prazo AAA (bra), perspectiva estável) e são totalmente segregados da Petros.

A Petros é uma fundação sem fins lucrativos estabelecida para administrar recursos destinados a sustentar os benefícios da previdência complementar dos funcionários da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras, AA (bra)/estável), mas também presta este serviço, em menor grau, a outras patrocinadoras.

O rating ‘Forte’ da Petros reflete a opinião da Fitch de que a gestora apresenta capacidade de investimento e características operacionais fortes em relação às suas estratégias de investimentos.

“O rating reflete a robusta estrutura organizacional, a experiência dos profissionais-chave, apesar de muitos serem recentes na instituição, e a sólida automação e integração dos sistemas. O rating também reflete o processo de investimento, bem definido e organizado, embora também recente, a abordagem de risco conservadora e independente e os robustos controles de risco e compliance. A classificação ainda considera a relação com o principal patrocinador dos planos de benefícios, a Petrobras, e sua franquia no segmento de fundos de pensão fechados”, destacou o relatório.

Reestruturação

A Petros passou por uma reestruturação em 2019 e 2020, após a chegada do atual CEO, Bruno Dias, com o objetivo de implementar grandes melhoras. O processo contou com o apoio de consultorias especializadas, principalmente a McKinsey, para analisar políticas, processos e procedimentos. O número de profissionais diminuiu de cerca de 480 em 2019 para 380 em 2021 (378 em dezembro de 2022), com a substituição da maioria dos executivos e muitos gerentes e analistas. A instituição contratou profissionais experientes para algumas áreas, estabeleceu um processo de investimento mais ativo, com a criação de outros comitês regulares e reuniões diárias, e fortaleceu a governança, entre outras alterações.

Na opinião da Fitch, os principais desafios da Petros são melhorar o equilíbrio atuarial de seus dois maiores planos de previdência de benefício definido (BD), consolidar a grande reestruturação efetuada em 2019 e 2020, reter executivos e outros funcionários-chave e consolidar sua cultura de compliance e risco operacional.

A meta de retorno dos planos BD da Petros é, em média, de inflação (IPCA) mais 4,5% ao ano. Desde 2022, com a elevação do risco-país, os títulos públicos (NTN-Bs) têm remunerado com inflação mais 6,0% ao ano, em média. No final de 2022, a Petros havia adquirido cerca de 50% da carteira desses planos em NTN-Bs, a maioria contabilizada na curva do papel, o que beneficiou o resultado do ano. A instituição pretende que estes títulos representem, no mínimo, 80% da carteira dos planos BD até meados de 2023, o que melhoraria o equilíbrio atuarial nos próximos anos. Os planos BD representavam cerca de 60% dos ativos da Petros em dezembro de 2022.

Desempenho dos investimentos

O desempenho ajustado ao risco dos fundos das carteiras da Petros foi consistente e alinhado a seus objetivos no período de 36 meses encerrado em setembro de 2022.

Em dezembro de 2022, a Petros apresentava patrimônio de cobertura de R$109,8 bilhões e provisões matemáticas de R$114,5 bilhões com déficit técnico acumulado de R$4,7 bilhões (déficit de R$ 9,4 bilhões em 2021 e superávit técnico de R$ 1,7 bilhão em 2020). Os déficits de 2021 e 2022 foram impactados por posições em renda variável e pela abertura das taxas de juros dos títulos públicos de longo prazo, como ocorreu no mercado brasileiro como um todo.

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