O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, se reuniu nesta segunda-feira (13), em Brasília, com o CEO da Shell, Wael Sawan, e o presidente da Shell Brasil, Cristiano Pinto da Costa. O encontro, diz Prates, faz parte de uma “nova abordagem” de tratar com CEOs de empresas globais as possíveis sinergias a serem exploradas no contexto da transição energética.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O Brasil é o primeiro país a ser visitado por Wael Sawan, desde que assumiu a liderança global da Shell em janeiro de 2023. Detentora de aproximadamente 40 contratos de E&P no país, a companhia produz cerca de 400 mil bpd nas bacias sedimentares brasileiras, o que equivale a 12% de sua produção global de petróleo.
A Petrobras, por sua vez, pretende desenvolver oportunidades relacionadas às energias renováveis. O segmento “mais imediato e óbvio”, revelado por Jean Paul Prates em entrevista concedida ao PetróleoHoje, consiste na geração eólica offshore, que possui sinergia com a expertise da petroleira em águas profundas.
“A Petrobras e a Shell – que está no Brasil há 110 anos – têm uma importante parceria baseada em cooperação e uma visão comum de promover novos investimentos. Nós mantemos uma relação próxima em operações e ações de desenvolvimento no setor petrolífero e na transição energética”, disse o CEO da Shell, durante o encontro.
Eólica offshore
Em dezembro, a Shell assinou um acordo de cooperação técnica com a Eletrobras para troca de informações, a fim de identificar áreas para uma possível parceria no desenvolvimento e na implementação de projetos de de energia eólica offshore no Brasil.
Em entrevista ao EnergiaHoje em setembro, a gerente sênior de relações corporativas e assuntos regulatórios da Shell, Monique Gonçalves, informou que a companhia tem seis projetos eólicos offshore em aprovação no Ibama, sendo um no Rio Grande do Sul, um no Rio Grande do Norte, Piauí, Rio de Janeiro, Espírito Santo e um no Ceará.
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