Os participantes da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, terão que fazer contribuições extras para cobrir um déficit de R$ 8,4 bilhões (valor atualizado) sofrido no ano passado. A cobrança foi aprovada pelo conselho deliberativo da fundação nesta quarta-feira e deve começar em abril.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Os participantes já têm contribuído para cobrir déficits de anos anteriores. Eles vão arcar com metade do custo. A Petrobras, como patrocinadora, vai cobrir R$ 3,9 bilhões do valor total do déficit de 2021. O restante será pago pela Vibra (ex-BR Distribuidora) e pela própria Petros.
A alíquota cobrada de aposentados será de 5,25% do benefício. Quem está na ativa contribuirá com 4,67% do salário de contribuição. Não haverá cobrança sobre 13°.
“De acordo com a Petros, este déficit foi diretamente impactado pela conjuntura econômica que afetou principalmente o segmento de renda fixa, especialmente por causa dos títulos públicos marcados a mercado, que sofreram com o aumento nas curvas de juros”, disse a Petrobras em nota.
O déficit foi registrado no PPSP-R, um plano de benefício definido (BD) —modalidade mais antiga e generosa, já que o trabalhador sabe quanto vai receber desde a adesão mas que, por causa disso, pode levar a déficits e à necessidade de contribuições extraordinárias.
“Considerando a conjuntura econômica ainda adversa em 2022, a recuperação dos investimentos vem ocorrendo, mas não em patamar suficiente para reverter a situação observada ao final de 2021 e, por isso, os estudos apontam que a melhor opção para a saúde financeira do PPSP-R e que reduz o risco de custos adicionais futuros aos participantes e patrocinadores é equacionar todo o déficit acumulado em 2021,” explicou a Petros em nota.
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