O grupo de Minas e Energia da equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva pretende obter o maior volume de informações possíveis da Petrobras, a partir de segunda-feira (27), quando será realizada a primeira reunião técnica com a petroleira. O encontro está marcado ocorrer na parte da tarde, de forma virtual, tendo de um lado Maurício Tolmasquim, coordenador do grupo de transição, Jean Paul Prates, senador do PT e coordenador do subgrupo de óleo & gás, e William Nozaki, membro da equipe e coordenador técnico do Ineep e, de outro, Caio Paes de Andrade, presidente da companhia, e parte da diretoria.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Já foi confirmada a presença dos diretores Rafael Chaves (Relacionamento Institucional e Sustentabilidade) e Salvador Dahan (Governança e Conformidade). É dado como certo que a reunião deva contar também com a participação de Fernando Borges, diretor de E&P, e João Henrique Rittershaussen, que comanda a área de Desenvolvimento da Produção. Especula-se ainda sobre uma possível participação de Rodrigo Araújo Alves, diretor da área Financeira e de Relacionamento com Investidores.
Segundo William Nozaki, a reunião com a Petrobras é um encontro de aproximação que terá por objetivo definir os pontos focais para a circulação das informações de ambos os lados e organizar os trabalhos. O executivo reforçou que a função da transição é realizar o diagnóstico mais aprofundado possível sobre a situação do setor e da empresa em particular.
“Vamos demandar o máximo possível de informações porque queremos ter o diagnóstico mais apurado e detalhado possível para ter clareza de qual é a situação do setor e da empresa para que isso possa ser entregue para quem, quando indicado, for assumir a companhia. (…) Vamos acertar os ponteiros de lado a lado para organizar como vai se dar essa troca de informações”.
Em relação ao Plano Estratégico da Petrobras para o período 2023-2027, que está previsto para ser divulgado no dia 30 de novembro, Nozaki afirmou que não há nenhuma iniciativa imediata prevista para ser tomada da parte do grupo de transição de Minas Energia. Sobre uma eventual possibilidade de revisão do documento em 2023, o executivo considera que é prematuro afirmar algo nesse sentido.
“Vamos primeiro tomar ciência do que a Petrobras está prevendo nesse plano estratégico. Eventualmente, ele pode sofrer mudanças, mas com o cuidado de que todo mundo que está participando da transição sabe que vamos fazer isso dentro dos marcos e dos parâmetros do estatuto da empresa, da governança da companhia, sem nenhum açodamento, sem nenhum sobressalto. É natural que, eventualmente, se precise reabrir a discussão mais adiante sobre algum elemento do plano estratégico, mas antes a gente precisa tomar pé do que efetivamente a companhia está planejando para o futuro”, avalia Nozaki.
Embora o objetivo seja demandar o maior volume de dados, Nozaki afirma que o evento será uma reunião de primeira aproximação. “Iremos avaliar como a Petrobras vai se colocar no processo para definição desses fluxos de informações”, afirma o integrante do grupo de transição.
No que diz respeito às novas diretrizes a serem adotadas para a Petrobras e o setor, Nozaki reforçou que o governo mantém as premissas apresentadas para a sociedade no documento protocolado no TSE.
“O setor é estratégico e fundamental para o novo desenvolvimento econômico brasileiro. Queremos tratar o setor da maneira mais adequada e sem sobressaltos e, no caso específico do óleo e gás e da Petrobras, com perspectiva de construção e de retomada de uma empresa integrada que mire o futuro, que volte a se dedicar e pensar no seu papel nas energias renováveis, que colabore com o país numa projeção sobre a transição energética. Esses são elementos muito importantes para nós no debate”, resume Nozaki.
O encontro com a Petrobras marcará a primeira reunião do subgrupo de óleo & gás. Uma das próximas reuniões a serem agendadas será marcada com a Diretoria da ANP.
Coordenado por Maurício Tolmasquim, o grupo de transição de Minas e Energia foi dividido em três subgrupos. Além da área de óleo e gás, foi formado um subgrupo para energia elétrica, coordenado por Nelson Hubner, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e outro para mineração, sob a tutela de Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete da ex-presidente Dilma Rousseff.
O subgrupo de energia elétrica fez, recentemente, uma primeira reunião com a Aneel.
A primeira reunião técnica externa do grupo de transição de Minas e Energia foi realizada na semana passada, quando parte da equipe esteve com o ministro Adolfo Sachsida. Na ocasião, Maurício Tolmasquim e Jean Paul Prates pediram que grandes decisões estratégicas como venda de ativos da Petrobras fossem paralisadas.
Disposta a evitar atritos, a Petrobras, segundo fontes, optou por não liberar novos teasers. A petroleira preparava a divulgação de um novo pacote de desinvestimento de um ativo de E&P offshore, mas decidiu segurar o processo.
Cada grupo técnico do comitê de transição terá que entregar seu relatório até no máximo 12 de dezembro. O diagnóstico final da equipe de Minas de Energia será entregue ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva antes do Natal.
Além de integrar a equipe do grupo de Minas e Energia, William Nozaki ficará responsável pela redação final do relatório de diagnóstico.
https://petroleohoje.editorabrasilenergia.com.br/equipe-de-transicao-na-petrobras/
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