Planos de previdência são bons para os empregados e para a patrocinadora, afirma Gileno Barreto, P residente do Serpro

Em entrevista ao Blog do Sindapp, o Presidente do Serpro (empresa patrocinadora do Serpros), Gileno Barreto, ressalta a importância da oferta da previdência complementar para os empregados, o aprimoramento contínuo da governança e o envolvimento ativo dos participantes.

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O executivo aborda, ainda, outros assuntos, como o avanço da transformação digital e o lançamento do plano família da entidade. Gileno é também Presidente do Conselho de Administração da Petrobras.

Confira a entrevista:

Blog do Sindapp: Como empresa patrocinadora de um plano de previdência, qual a visão do Serpro sobre a importância da oferta desse benefício aos empregados?

Gileno Barreto: Os planos de previdência historicamente surgiram a partir de uma necessidade do Estado de criar um sistema que permitisse aos servidores e aos empregados públicos a transição adequada da sua fase ativa para a inativa, assegurando uma renda maior que aquela garantida pela previdência pública. Ao longo do tempo, tornaram-se também uma forma de poupança futura, seja para garantir essa transição, seja também para formação de patrimônio.

Atualmente, os planos se tornaram, ainda, um atrativo para a retenção de talentos, pois a patrocinadora pode garantir um incentivo de longo prazo para que o empregado permaneça por mais longo tempo na empresa, o que é bom para todos. É importante para a patrocinadora, pois permite a recuperação dos investimentos em formação, capacitação, e para o empregado, pois ele passa a ter mais segurança na permanência no trabalho.

Contar com uma estrutura de governança robusta é um ponto fundamental para a boa gestão de uma entidade fechada de previdência complementar. O Serpros já obteve a certificação em governança de investimentos. Como a patrocinadora enxerga essa conquista?

O Serpro vê com bons olhos essa certificação, pois garante aos assistidos que certos parâmetros técnicos serão observados para a aplicação do seu dinheiro. O Código de Autorregulação em Qualificação e Certificação Profissional, criado recentemente por Abrapp, ICSS e Sindapp, proporcionará desenvolvimento e aprimoramento para os conselheiros, diretores, gestores e demais profissionais. Constitui-se numa força motriz das mais significativas no processo de desenvolvimento das EFPC, conferindo-lhes também a credibilidade exigida pelo aumento da competitividade no momento atual.

Como a patrocinadora de um plano de previdência pode contribuir para que essa governança siga fortalecida na entidade que o administra?

Primeiramente, exercendo seu poder de supervisão adequadamente, poder esse definido na legislação. Mas isso ainda pode ser melhorado. Para que não aconteçam mais as distorções ocorridas no passado, a governança já implementada pode ser ainda mais aprimorada.

Hoje qual tem sido o principal ponto de atenção do Serpro em relação ao plano patrocinado?

O Serpro tem insistido que a sede do Serpros deve estar próxima à administração da empresa, para que seus empregados estejam mais próximos da direção do Fundo, e possam exercer uma supervisão mais presente. Além disso, poderá oferecer um atendimento presencial, personalizado, além do online, que por conta da pandemia não pôde ser disponibilizado. Certas medidas pontuais podem reduzir os custos tanto para os assistidos, quanto para a patrocinadora.

A transformação digital abre grandes oportunidades para aumento de eficiência de processos, melhoria da experiência dos clientes e redução de custos. Contudo, também merece atenção a intensificação de riscos relacionados.

Como o Serpro, maior empresa pública de tecnologia da informação, vê esse tema atualmente e o alinha com as atividades do Serpros?

Não entendo que a transformação digital traga uma intensificação de riscos relacionados, exceto se a transformação for parcial ou mal feita. O Serpros é independente, e a administração deve dar a atenção devida à essa transformação, para inclusive reduzir seus custos de administração. Os assistidos devem reforçar essa necessidade, por meio da governança da entidade.

A pauta ESG, assim como a digitalização, também foi acelerada com a pandemia. Como tem sido a postura do Serpro, enquanto empresa e patrocinadora de plano de previdência, em relação a esse tema?

O Serpro tem seu próprio programa de ESG, em estágio avançado, quando comparado à maioria das empresas estatais. Quanto ao Serpros, penso que antes de pensar em ESG há, como dito anteriormente, medidas antecedentes que devem ser priorizadas. Antes de ESG, o Serpros deve endereçar a sua transformação digital, a transferência da sua sede – já prevista em Estatuto – e a missão do Conselho Deliberativo de focar nas discussões em torno da estratégia para vencer em meio a um ambiente de tantas transformações e desafios.

Em sua percepção, o que precisa ser feito para que mais pessoas se conscientizem sobre a importância da previdência complementar para suas vidas e façam a adesão aos planos?

Penso que há uma geração inteira no Serpros que ou não acreditava no plano, em função das falhas de governança do passado, ou que pertencia a uma geração que não percebia que teria uma longa vida após o encerramento do seu ciclo laboral. Ou mesmo que, por ausência de cultura de poupança dos brasileiros, simplesmente optou pelo consumo. Isso deve ser feito por meio de campanhas de conscientização mais próximas do participante – por isso a sede deve ficar mais próxima de onde se encontram as novas gerações da empresa – e por meio da educação financeira massiva, em especial das novas gerações, que entraram nos últimos concursos.

O Serpros lançará em breve seu plano família. Como vê essa oportunidade para proteger mais colaboradores e suas famílias com a previdência complementar?

Excelente iniciativa, para atrair cada vez mais participantes, e para que se possa assegurar a sustentabilidade atuarial de longo prazo da entidade. O aumento da consciência da importância da previdência na vida de cada participante eleva os níveis de poupança de longo prazo, garantindo maior estabilidade financeira e possibilidade de desenvolvimento sustentável do País.

Gostaria de comentar mais algum tema ou deixar uma mensagem final?

Eu contribuo para o Serpros. Acredito na sua administração. Sei que sua governança pode ser aperfeiçoada, como tudo na vida deve sofrer constante aprimoramento. Acreditem, poupem, é uma boa opção de investimentos. Garantam assim a sustentabilidade das suas famílias no longo prazo. E fiscalizem, cobrem, sugiram, sejam ativos na administração do seu Fundo de Pensão.

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