O simulado técnico pré-operacional da Petrobras na Foz do Amazonas será realizado na primeira quinzena de novembro. A companhia aguarda apenas a chegada dos barcos e da sonda ODN II da Ocyan para dar início à operação exigida pelo Ibama para liberar a licença de perfuração voltada ao primeiro poço do bloco FZA-M-59.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O navio-sonda ODN II está sendo submetido a operação de limpeza de casco para retirada de coral-sol e deverá iniciar viagem para a locação entre o final de outubro e o início de novembro. A operação de retirada do coral-sol atende à exigência do Ibama, em caso de transferência de unidade do sudeste para o Norte e Nordeste.
O caminho crítico para a realização do simulado pré-operacional é a chegada dos barcos. Ao todo, cinco PSVs irão atuar na operação, equipados com sistemas de contenção de óleo.
O tempo de duração do simulado ainda não foi definido, mas, segundo uma fonte da Petrobras, a operação deve se estender entre 24 e 72 horas. O simulado técnico pré-operacional ou avaliação pré-operacional (APO) integra um dos últimos pré-requisitos determinados pelo Ibama no processo de licenciamento da petroleira para a Foz do Amazonas.
O Ibama que avaliar a capacidade de mobilização da Petrobras ao plano de emergência individual (PEI) para a região. O desempenho da petroleira no simulado terá forte impacto sobre a decisão do órgão ambiental de emitir ou não a licença de perfuração para a Foz do Amazonas.
A grande expectativa é saber se o Ibama irá considerar que o plano de emergência individual da Petrobras atende aos requisitos da licença ou se solicitará algum recurso a mais da companhia para melhorar o procedimento empregado.
A Petrobras utilizará duas bases distintas para dar apoio à operação do simulado na Foz do Amazonas. Toda a parte de barco e do navio-sonda será apoiada pelo Porto de Belém, enquanto o suporte aéreo será feito via Oiapoque (AP).
O tempo de navegação do Porto de Belém até a locação do FZA-M-59 é de aproximadamente 42 horas.
A operação de limpeza do caso do ODN II está sendo realizada na Baía de Guanabara. As primeiras adaptações para que o navio-sonda pudesse atender ao contrato da Petrobras e operar na Foz do Amazonas começaram a ser realizadas em agosto.
O contrato de afretamento entre a Petrobras e a Ocyan foi firmado com taxa diária de cerca de US$ 300 mil/dia. Além do poço na Foz do Amazonas, a campanha prevê a perfuração de um segundo poço exploratório, a ser realizado na Bacia Potiguar.
A perfuração de cada poço na Margem Equatorial deve demandar cerca de três meses. O contrato de afretamento da ODN II terá prazo firme de 194 dias, com opção de cancelamento após seis meses e de extensão opcional por mais 219 dias.
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